ENTREVISTA

“Sampaio será forte no Brasileiro”, afirma Sérgio Frota

Presidente do Sampaio lamenta eliminação do clube na Copa do Brasil, diz estar otimista quanto à classificação para a próxima fase da Copa do Nordeste e garante que novas contratações serão feitas

Eliminado de duas das três competições que disputa neste primeiro semestre, o Sampaio Corrêa agora aposta todas as suas fichas na Copa do Nordeste, onde ocupa a segunda posição do Grupo D, que é composto ainda por Ceará, CSA e Salgueiro.
Nessa entrevista exclusiva a O Imparcial, o presidente Sérgio Frota fala da sua tristeza por ter o time perdido a grande oportunidade de conseguir um feito inédito na história do futebol maranhense, ao sair da Copa do Brasil, e dos seus planos para o restante da temporada.

O Sampaio está fora de duas competições importantes. Inicialmente, fale sobre o Campeonato Maranhense.

Eu fui muito questionado quanto à perda do campeonato, mas, na verdade, não abrimos mão da competição. Na realidade, tínhamos o passivo que de 2016 representou R$ 2,2 milhões e de 2017 R$ 1,5 milhão. Se você somar, vai dar R$ 3,7 milhões. No ano de 2016, fomos rebaixados para a Série C, apesar do esforço para que o time não caísse. Em 2017, tivemos um ano de recuperação à frente de clubes de maior orçamento, mas fizemos um esforço grande, e, mesmo assim, subimos. Ganhamos vaga nas Copas do Brasil e do Nordeste. Então, é claro que, pelos valores financeiros seria bem melhor dar prioridade às duas copas, porque o Estadual é muito deficitário. Na Copa do Brasil recebemos por ter chegado à terceira fase R$ 2,5 milhões. Ainda assim, acho que o Sampaio tem boa equipe e tinha condições de se classificar.

E a desclassificação na Copa do Brasil?

Sem dúvida, um prejuízo muito grande. Deixamos de faturar R$ 1,5 milhão (líquido), e desperdiçamos a oportunidade de realizar um fato inédito que seria passar para a quarta fase, num jogo em que apesar do adversário ter uma folha muito superior à nossa, tivemos boas oportunidades para matar o jogo no temo normal. Fomos para os pênaltis e perdemos. Estamos muito triste, mas não desanimados. Vamos continuar trabalhando para que o time faça uma boa Copa do Nordeste, e em seguida dispute com destaque o Campeonato Brasileiro.

O senhor contava com esses R$ 1,8 milhão para incrementar as contratações visando a Série B do Brasileiro. E agora?

Agora vamos investir com aquilo que temos para continuar trazendo os reforços que o time necessita para esta importante competição, que será uma das mais difíceis. Temos consciência disso. Já trouxemos o Alisson, João Paulo e o Cláudio Maradona, e vamos buscar mais oito reforços. Não vamos deixar para depois, continuaremos os contatos que estamos realizando, para fechar novas contratações, apesar de que, financeiramente, o Sampaio tem um orçamento muito abaixo da maioria dos participantes.

Qual sua expectativa em termos de patrocínios?

Caixa Econômica. Posso dizer que temos 95% fechado. Espero que nesta semana possamos assinar esse contrato. Estamos satisfeitos porque é muito importante também a credibilidade do patrocinador. Não é fácil! O time tem que estar nas séries A ou B do Brasileiro e há muitas exigências. Gostaríamos que também estivessem com esse patrocínio maior quantidade de clubes maranhenses. Hoje, o Sampaio é um clube que tem regularidade fiscal. E estamos conseguindo outro patrocínio por meio do deputado Josimar com uma empresa patrocinadora, com valores maior que o da Caixa. É uma empresa estrangeira.

Há outros projetos visando melhorar ainda mais a receita?

Vamos fazer uma campanha para venda de camisas do clube e de outros produtos. Para isso, estamos assumindo a gestão so sócio-torcedor. Acredito no apoio da torcida. Estamos muito distante do que ocorre no Pará, Ceará e outros estados, onde os orçamentos são altos. Então, apesar dos horários inconvenientes impostos pela televisão, que também são patrocinadoras, vamos tentar modificar esse quadro e aumentar o número de sócios-torcedores.

Mas por que esse projeto ainda não deu certo em nosso estado?

Primeiro, sou consciente de que nosso torcedor é de baixo poder aquisitivo. A torcida do Sampaio é das classes C, D e E. Passamos por uma crise financeira neste país. Mas nós estamos investindo no marketing, inclusive trazendo uma pessoa experiente nessa área, Alan Oliveira, que já foi diretor do ABC. Ele recebeu o clube com 900 torcedores e subiu para dez mil. Esse programa tem que ser reformulado para que possa, também, surtir efeito no Sampaio Corrêa.

O Sampaio está perdendo jogos importantes e alguns torcedores começam a perder a paciência com o técnico Diá. Se ele continuar nesse ritmo, ainda assim será o técnico do Brasileiro?

Quando nós contratamos o Diá, fomos criticados, pois quase ninguém conhecia o trabalho dele e, por isso, também não acreditava que ele fizesse o que fez pelo Sampaio até aqui. Portanto, apesar da saída da Copa do Brasil, acredito que o Sampaio vai se classificar para a próxima etapa da Copa do Nordeste e Diá continua conosco também no Campeonato Brasileiro.

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