CASO DAVI BUGARIN

Último adeus a Davi Bugarin: “a ficha ainda não caiu”

O empresário de 26 anos foi assassinado a tiros na noite de quinta-feira, 15, pelo sogro, coronel reformado da PM; amigos e parentes deram o último adeus ao jovem neste sábado

“A ficha ainda não caiu”. É este o sentimento compartilhado pelos amigos e familiares do empresário Davi Bugarin, assassinado pelo sogro na noite de quinta-feira, 15. A partida desavisada do jovem de 26 anos pegou todos de surpresa. “Parece que ele vai voltar a qualquer momento e dizer que é tudo brincadeira”, diz Ítalo Gustavo, amigo de Davi, que na manhã deste sábado, 17, acompanhou o enterro na Pax União.

Davi deixou, além do sonho de expandir seu empreendimento, o Cidade Velha Pub, dois filhos pequenos, frutos de relacionamentos anteriores. “Tenho uma filha de cinco anos com ele. Olhar para ela é o mesmo que vê-lo”, comenta Ulana Ribeiro, ex-companheira do jovem. “Desde a hora que me ligaram para dar a notícia estou anestesiada. Foi terrível olhar ele daquele jeito“, lamenta emocionada a mãe da menina.

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De todas as tribos

Segundo amigos, colegas e parentes, Davi “agradava do empresário ao músico”. O jovem estava empenhado em expandir o Cidade Velha, um dos pubs mais frequentados da Ilha, localizado no Centro Histórico de São Luís. “Ele era muito esforçado e trabalhador. Eu o vi há duas semanas e ele estava quebrando muro. Ele mesmo trabalhava, era o seu grande sonho, quem o conhecia, sabia. Olhávamos pra ele no pub e já imaginávamos ele ali, velho no mesmo lugar, fazendo do seu jeito o que mais amava“, lembra Eduardo Moura, amigo de Davi.

“A gente começou há alguns anos. Ele me procurou com a ideia, fizemos empréstimo e começamos a trabalhar. Como pessoa, o Davi era brincalhão e extrovertido. Como profissional, era focado, esforçado e buscava sempre o melhor. Era um rapaz cheio de sonhos. Acreditei na ideia dele e embarcamos juntos”, comenta o empresário John Frank Gomes. Ainda de acordo com o sócio de Davi, o rapaz era pacífico: “Nunca tive que segurar o Davi em briga nenhuma”.

As boas lembranças não faltaram durante o último adeus ao jovem. Amigo de Davi há cerca de dez anos e ex-sócio do empresário, Hélio Lopes contou a O Imparcial que chegaram a fazer juntos uma tatuagem em homenagem à amizade. “Enquanto Davi fazia a tatuagem, vomitou porque não aguentou de dor. Teve que voltar dias depois para terminar”, lembra Hélio, que provoca risos e saudade entre os demais amigos.

Entenda o caso

O coronel reformado da Polícia Militar Walber Pestana da Silva, de 62 anos, assassinou a tiros o namorado da filha, o empresário Davi de Souza Bugarin de Mello. O caso chocou os moradores da Avenida dos Nobres na noite desta quinta-feira, dia 15.

De acordo com o depoimento do coronel, que foi liberado após entregar a arma do crime e dar sua versão à Polícia, Davi estaria agredindo a namorada, com quem mantinha relacionamento há pouco mais de um ano. Após tentar apartar a briga, sem sucesso, Walber desferiu um tiro de advertência contra a parede, e mais dois à queima-roupa nas costelas de Davi.

O crime seguirá sendo investigado pela Polícia na semana que vem, e a versão do militar será averiguada.

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