Escola que Acolhe

Parceria vai implantar salas de acolhimento a filhos de estudantes da EJA

A inicitiva integra o programa “Escola que Acolhe”, da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com a Fundação Vale.

Reprodução

A Prefeitura de São Luís vai implantar salas de acolhimento para crianças com idade entre quatro e 10 anos que não têm com quem ficar para que a mãe possa concluir os estudos. A inicitiva integra o programa “Escola que Acolhe”, da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com a Fundação Vale. A ação é pioneira no Maranhão em dedicar espaços de acolhimento para os filhos dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e foi anunciada na noite desta quinta-feira (14) para mais de 80 pessoas que participaram do seminário do projeto, realizado na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Amaral Raposo, em Pedrinhas.

O projeto é uma estratégia da gestão do prefeito Edivaldo para ampliar o atendimento e melhorar a educação no município de São Luís, visto que o projeto tem como objetivo possibilitar a matrícula e permanência das alunas da Educação de Jovens e Adultos em sala de aula. “Teremos um espaço adequado, com atividades lúdicas e recreativas, com jogos, brincadeiras e também acesso à literatura, para as crianças dos nossos alunos da EJA, que estudam à noite, e não tinham com quem deixar os filhos”, disse o secretário de Educação, Moacir Feitosa.

Moacir Feitosa informa ainda que, a princípio, três unidades de Educação do Município de São Luís participarão da implantação do projeto piloto: Amaral Raposo, Nascimento de Moraes e Carlos Saads. Nestas duas, localizadas na Cidade Operária (Nascimento de Moraes) e Vila Mauro Fecury I (Carlos Saads), o seminário de apresentação do projeto aconteceu esta semana.

A superintendente da Área de Educação de Jovens e Adultos (Saeja) da Semed, professora Áurea Borges, conta que o projeto foi aprovado ainda no fim do primeiro semestre letivo de 2017, tendo sido feitas reuniões técnicas de planejamento com os parceiros envolvidos – Semed, Fundação Vale e também o Instituto Formação, órgão executor das formações do Projeto – e, em seguida, rodas de conversa com a participação de gestores, coordenadores e professores das três escolas selecionadas para a implantação do projeto piloto.

As rodas de conversa aconteceram na sede do Instituto Formação, no mês de agosto, tendo a participação da Coordenadoria Municipal da Mulher, que estará presente, em ações específicas nas salas de aula da EJA, para discutir com os estudantes temáticas de gênero e a condição feminina no contexto escolar.

SALAS

Áurea Borges informa ainda que a partir da próxima semana terá início a nova etapa do projeto, de adequação das salas de acolhimento, que vão receber os filhos das estudantes da EJA. “É grande a expectativa dos estudantes e das comunidades envolvidas. E, nós, por outro lado, estamos felizes com a implantação das salas de acolhimento, pois vai permitir a continuidade dos estudos das mulheres jovens e adultas, que tinham parado de estudar ou pensavam em abandonar os estudos por não ter com quem deixar os filhos pequenos”, diz a superintender da Saeja.

Cada escola selecionada pelo projeto terá uma sala adaptada, com estrutura física, mobiliários e materiais lúdico-pedagógicos adequados. A capacidade de atendimento de cada uma das salas é de 20 a 25 crianças. E, para o trabalho que será desenvolvido nas salas de acolhimento, Áurea Borges diz que as professoras passarão por uma formação específica.

“Esse projeto é importante pois vai estimular a permanência dos alunos em sala de aula”, assegura o professor Robert Martins, da U.E.B. Amaral Raposo. “É uma oportunidade também de resgatar os alunos (pais de família) que estão fora da escola e que deixaram de frequentar por não ter com quem deixar os filhos. E eles estarão tranquilos, com a certeza de que seus filhos serão acolhidos em um ambiente seguro”, assinala a supervisora da U.E.B. Amaral Raposo, Lúcia Martins.

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