OPINIÃO

Leia a coluna ‘Aparte’, por Felipe Klamt

Definida a monopolização da eleição de 2018 entre os grupos Sarney e Dino, começou a corrida para ganhar espaço pré dos pré-candidatos a prefeito de São Luís no lugar de Edivaldo Holanda

Charge: Nuna Neto

Ê Maranhão – Quando não é por corrupção, nossa terra aparece na mídia nacional pela chacota pública. Mesmo sendo um produto político do tradicional curral do papai pagou, elegeu, o deputado federal André Fufuca (PP) tem suas qualidades. Falta descobrir quais. Verdade que virou a diversão depois que assumiu, interinamente, a presidência da Câmara dos Deputados. Infantil, tentou utilizar do preconceito contra os nordestinos para reclamar das críticas pelo seu servil currículo. Melhor seria não ter um “Papi” como Eduardo Cunha (PMDB).

Cansativo – Ficou exaustivo a tentativa dos petistas tentarem atrair o povo a olhar amanhã (5), Praça Pedro II, nos olhos de Lula ouvindo seus ataques a Lava Jato, sem esquecer as desculpas do “eu não sabia nada.” Interessante que o local escolhido obriga a presença do governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo com o jantar, fora agenda oficial, nesta segunda, no Palácio dos Leões, com os mais íntimos. Falta saber a hora que vai estar reunido com a turma do Sarney.

Prefeitos? – Definida a monopolização da eleição de 2018 entre os grupos Sarney e Dino, começou a corrida para ganhar espaço pré dos pré-candidatos a prefeito de São Luís no lugar de Edivaldo Holanda. Apresentados e assumidos na vontade, aparecem Astro de Ogum (PR), Honorato Fernandes (PT), Bira do Pindaré (PSB), Pedro Lucas (PTB), Ivaldo Rodrigues (PDT) e Júlio Pinheiro (PCdoB). Todos querem o espaço de influenciador de votos para cobrar a fatura do próximo governador.

Intrigante – Mesmo sendo mastigados por causa da eleição para presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão, a desembargadora Nelma Sarney e o deputado Edilázio Júnior não demonstram a menor preocupação com as denúncias relacionadas a esquemas em cartório e decisões judiciais de proteção de parentes em cabeludos processos. Levando em conta a inércia e corporativismos dos membros do Tribunal e do CNJ, tudo fica como está. Nada.

Iphan omissão? – Generoso o governo estadual reformar a Praça Odorico Mendes e um prédio histórico para ser um batalhão da PM. Gritante descobrir ao lado do espaço público quase uma quadra de casas antigas destruídas para virar estacionamento. Será o Iphan somente inoperante durante a derrubada? Não existe fiscalização permanente? Com a palavra o MPF.

De repente

Tudo no meio político camba para o folclore. Basta imaginar que ainda temos coronel mandando e desmandando. Para manter a tradição surge agora a figura do prefeito repentista registando na língua os acontecimentos do poder. Provocado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) o prefeito de Lago da Pedra, Laercio Arruda (PSDB), deu seu repente na entrega de tratores afirmando ao pré-candidato Weverton Rocha (PDT) que “você agora é nosso senador”. Para conhecimento, o PDT apoiou sua candidatura a prefeito e os tratores foram emendas do pedetista. Assim vale?

 

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