Economia

Farinha e café elevam o custo da cesta básica na capital

Entretanto, das 24 cidades avaliadas pelo DIEESE, São Luís foi uma das poucas em que houve redução, apresentando o quinto menor valor em itens da alimentação essencial

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O trabalhador ludovicense precisou gastar menos com itens de alimentação durante o mês de agosto, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O conjunto de alimentos custou R$ 352,36 no último mês, uma queda -4,14% com relação à julho.

Das 24 cidades avaliadas pelo DIEESE, a capital maranhense foi uma das poucas em que houve redução, apresentando o quinto menor valor. Em 12 meses, a variação foi de -8,76% e, nos oito meses de 2017, de -1,04%.

Entre julho e agosto, apenas o café em pó (0,65%) mostrou elevação de valor. Os demais itens tiveram redução: feijão carioquinha (-15,75%), tomate (-13,54%), banana (-3,57%), óleo de soja (-2,18%), farinha de mandioca (-1,70%), pão francês (-1,29%), açúcar refinado (- 1,00%), arroz agulhinha (-0,62%), carne bovina de primeira (-0,40%), manteiga (-0,09%). Já o leite integral não apresentou variação.

A farinha o pão e o café estão entre os itens que acumularam as maiores altas ao longo dos últimos 12 meses, somando quase 20% de aumento no geral.

No mesmo período, sete produtos tiveram taxa acumulada negativa: feijão carioquinha (-56,41%), leite integral (-23,04%), açúcar refinado (-10,57%), banana (-8,08%), arroz agulhinha (-6,06%), carne bovina de primeira (-2,84%), e óleo de soja (-2,45%). Outros cinco produtos acumularam alta: manteiga (22,99%), farinha de mandioca (10,94%), café em pó (9,14%), pão francês (4,46%) e tomate (1,72%).

O trabalhador ludovicense cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho, em agosto, de 82 horas e 44 minutos, menor que a de julho, de 86 horas e 19 minutos. Em agosto de 2016, a jornada ficou em 96 horas e 33 minutos.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em agosto de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em julho de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o mínimo vigente. Em agosto de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.991,40, ou 4,54 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

No mesmo mês, a cesta básica em São Luís comprometeu 40,88% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em julho, o percentual exigido foi de 42,64%. Já em agosto de 2016, o comprometimento foi de 47,70% do salário mínimo.