Uma tragédia violenta abalou o povoado de São João Batista, situado no interior do estado, na última sexta-feira. Uma jovem no primeiro trimestre de gestação e seu herdeiro, de apenas 4 anos, perderam a vida após a residência em que se encontravam ser cercada, alvejada e totalmente consumida por um incêndio de proporções criminosas. Os corpos das vítimas, identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos, foram localizados com severas queimaduras entre os escombros.
Relatos colhidos na comunidade apontam que um bando composto por cerca de 15 indivíduos portando armas de fogo invadiu o terreno da família e violou as entradas de três residências distintas. Contudo, somente o espaço habitado pela mãe e pela criança contava com moradores no instante do atentado. O alerta sobre a destruição do imóvel chegou aos oficiais militares por intermédio de funcionários do centro de saúde local, acionados preliminarmente pela vizinhança.
Os laudos das análises técnicas do Instituto de Criminalística serão determinantes para desvendar se os óbitos ocorreram devido aos ferimentos causados pelos projéteis ou se foram provocados pela fumaça e pelo calor das chamas. No cenário do crime, as forças de segurança recolheram por volta de 100 cápsulas deflagradas de armamentos de diversos calibres, incluindo munições de espingarda calibre 12 e de pistolas ponto 40, 9 milímetros e 38.
A mecânica do delito envolveu o roubo de aparelhos de televisão e bens eletrônicos da moradia logo após a sequência de disparos efetuada pelo grupo, que fugiu do local caminhando. Parentes relataram que o companheiro da gestante e genitor do menino, Josef Abreu Santos, esteve no endereço minutos antes da investida e permanece com o paradeiro desconhecido.
Moradores da região sugeriram aos investigadores que o homem desaparecido possui conexões com organizações ilícitas e que o episódio pode ser o reflexo de um acerto de contas ou conflito territorial entre quadrilhas adversárias. Essa hipótese segue em análise pela Polícia Civil, que assumiu a condução do inquérito após o isolamento da área e os primeiros levantamentos operacionais realizados pelas patrulhas da Polícia Militar, que ainda não efetuaram detenções de envolvidos.