DE PAI PARA FILHO

A família Almeida tem o Karatê implantado em seu DNA

Pai, filhos e netos fazem da Arte Marcial um estilo de vida

Pedro Almeida (Foto: Alexson Sampaio

Na maioria das vezes, o grande ídolo do bebê que acabou de nascer é o pai. Algumas crianças seguem os passos desses heróis e se tornam grandes profissionais. Dentre tantas coisas que ele pode ensinar a seu filho, a prática esportiva é uma das mais contagiantes.

No dia dos pais o Jornal O Imparcial vai homenagear Pedro Almeida, patriarca da família Almeida, e que a mais de 40 anos pratica a modalidade de karatê no Maranhão. Você vai conhecer a mais bela história que começou em 1973 e passa de geração em geração.

Um exemplo para os quatro filhos, Joaquim Pedro Almeida Ribeiro nasceu em Mirinzal interior do Maranhão, começou a praticar caratê aos 18 anos de idade. A paixão pelo esporte veio como uma opção, pois nunca se agradou pela pratica de outros esportes. Pedro Almeida é um grande incentivador de filhos, netos, e centenas de alunos na pratica do caratê e ele nos conta um pouco dessa trajetória. Desde quando começou Pedro não parou mais, hoje é faixa preta 6º DAN.   “Já tenho 44 anos de vivencia com a modalidade de caratê. Eu nunca fui chegado a jogar futebol, mesmo por que se eu fosse jogar eu teria que ser o dono da bola e ainda teria que fazer o time, pois se não fosse assim ninguém me colocava. Com 17 anos fiz judô no Rio de Janeiro mais não me identifiquei, quando voltei para o Maranhão, eu conheci o caratê e desde então não deixei de treinar, de lá pra cá não tem um dia que eu não tenha treinado ou pelo menos falado do caratê”, de forma descontraída disse ele.

O lutador que já viajou em competições em todos os estados do Brasil destaca o um dos pontos chaves do sucesso. “Tudo na minha vida eu faço bem feito, procuro sempre fazer o melhor por isso cheguei até onde eu estou, sendo um exemplo pra muitos no esporte. Já participei de competições Norte e Nordeste, já viajei para vários estados e hoje me sinto feliz por ser uma vertente da modalidade no estado do Maranhão. As vezes sem dinheiro Já dormir várias vezes no doju e o quimono era o próprio travesseiro, isso para poder pela manhã voltar a treinar isso pela vontade de aprender mais, não só pra saber mais para que eu pudesse ensinar para os alunos

Pedro revela com orgulho que permanece treinando pelo companheirismo da família que sempre tiveram do seu lado na pratica do esporte. “Me sinto feliz em ver minha família praticando o esporte comigo. Obviamente meus filhos vendo a minha dedicação de pai começaram a treinar o Karatê e hoje todos eles treinam caratê, dois deles já tem academia e trabalham com academia além de ter a formação acadêmica em educação física. Um é faixa preta presidente da Federação de Karatê do Estado do Maranhão. Todos eles sempre tiveram um lugar de destaque. E os netos já estão seguindo, a esposa também treina, nos vimemos o caratê e vimemos do caratê e que tenho é do caratê. Eles foram os que sempre motivaram. Os meus filhos foram o que eu não fui, pois eles tiveram muitas oportunidades. Foram os campeões dos jogos escolares, foram campeões de campeonato brasileiros e universitários, foram campeões Norte e Nordeste. Isso fez eu não parar, eles são minha motivação.

Academia Budô Kan

O carateca falou sobre a implantação de sua academia de caratê no estado, destacou as dificuldades enfrentadas por ele no início e o que motivou a persistir no esporte. “Eu treinei do ano 1973 até 1978, foi o período quando eu instalei uma sala de treinos e abrir para alunos. Bem no início quando abrir a academia passei duas semanas com apenas um aluno, essa situação foi muito ruim e aquilo me deixava muito triste, mais em um dia qualquer entraram dois alunos e mesmo com a saída do que eu já tinha, fiquei por alguns dias com apenas eles, ai pensei por que desistir agora, se eu não tentar não irei saber se eu vou conseguir, foi ao refletir na possibilidade de melhoras pra minha que eu continuei, por incrível que pareça depois foram aparecendo mais e mais alunos, foi onde conseguimos formar uma grande equipe. Até hoje continuamos formando, tanto é que já formamos aqui tantos faixas pretas, que não são apenas atletas mas sim, grandes seres humanos. Por que o caratê não só ensina socar, chutar e usar os braços como defesa ou ataque, ele ensina principalmente a disciplina tanto é que vejo ai tantos que vivenciaram o caratê comigo ao longos desses anos que são médicos, são promotores, são desembargadores.  Então eu posso afirmar que o caratê é algo para vida, e muitas das conversas que tive com alguns deles é possível ouvir eles me falarem professor hoje eu sou o que sou devido ao caratê”, pontuou ele.

A BASE

Pedro almeida fala que toda inspiração vem de sua família e garante que esposa, filhos e netos são a base sustentação e é o que motiva a permanecer no esporte. “O melhor aspecto de se praticar caratê em família é a convivência com eles. É sempre bom ter alguém mais próximo para conversar sobre o assunto, trocar umas ideias sobre catas ou técnicas de shiai”.

 

Silvana Ribeiro de 59 anos, casada com Pedro a mais de 33 anos revelou sobre a escolha que o esposo precisou fazer para permanecer no caratê, e enfatizou a importância do esporte na vida dele. “A família sempre ficou em primeiro lugar na vida dele. Não sei se vocês sabem que além de carateca ele também é piloto, que inclusive ele é apaixonado pelo voo. Um dia ele teve que fazer uma escolha e decidir se continuava pilotando ou se permanecia no caratê, pois recebeu a proposta de trabalhar viajando. Mas por não querer ficar longe da família e para não deixar de lado a luta e decidiu não ir, e preferiu ficar no caratê”, disse.

Por influência do pai o caratê entrou cedo na vida de Pedro Almeida Filho, segundo filho do carateca. “Nunca me vi sem estar envolvido com o caratê quando eu era atleta, quando eu apenas alunos, hoje eu sou professor, treino por uma questão de qualidade de vida a gente sempre fala que comecei aos três anos, mais na minha memória não me vir estar envolvido no karatê o meu DNA  não tem os números que a gente aprende nas aulas de biologia e sim tem o K. A. R.A.T.E.  O filho orgulhoso do pai falou também. “Meu pai é uma referência de pai e de professor ele sempre lutou literalmente dentro e fora dos tatames, para dar uma boa educação para transformar a gente em grandes cidadãos”.

Álvaro José 14 anos, neto de Pedro Almeida, já é faixa vermelha no caratê, e fala da paixão pelo esporte. “Eu vejo o caratê não somente como uma arte para desenvolver seu físico, mas sim como uma filosofia de vida onde você pode levar todo conhecimento e aplicar futuramente e sem duvidas ele ajuda a formar homem de bem” disse.

O filho mais novo, Pedro Fernando de 16 anos, faixa marrom, treina desde os três anos, e fala um pouco sobre seu pai. “Eu vejo ele como uma referencia de vida, apoiando sempre a gente nos estudos e em tudo que a gente faz”, expressou o mais novo dos filhos.

 

MENSAGENS

Pai muito obrigado por tudo que o senhor me deu, e gostaria de dizer que eu lhe amo muito. Feliz dia dos pai!”  Pedro Fernando (filho)

 

“Hoje eu só agradecer. Pai eu agradeço por ser referencia pra mim, obrigado por me dar oportunidade de aprender o caratê, pois através do esporte eu conheci outras pessoas, tive chance de crescer profissionalmente, e graças ao incentivo que você me deu, eu me considero um cidadão de bem, que busca benéficos para ajudar nossa família. Devo tudo a você, feliz dia dos pais.” Pedro Almeida Filho (filho)

“Gostaria de parabenizar pelo seu trabalho que é de admirar. Na hora de ser pai é pai na hora de ser professor é professor. Lhe desejo muita saúde que depois o resto a gente corre atrás, que você seja muito feliz na vida. Parabéns pelo dia dos pais”. Silvana Ribeiro (esposa)