Meio Ambiente · amazônia legal

Fundo Amazônia destina recursos para restaurar 544 hectares de floresta no Maranhão

Projetos selecionados vão atuar na Rebio do Gurupi, na Terra Indígena Awá e na Resex do Ciriaco, com recuperação de áreas degradadas e geração de renda para comunidades locais.

Divulgação
Divulgação

O Maranhão foi contemplado com dois projetos de restauração florestal que devem recuperar 544 hectares de vegetação nativa em áreas estratégicas da Amazônia. As iniciativas fazem parte do quarto ciclo do programa Restaura Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia e voltado à recuperação de áreas degradadas em territórios protegidos.

No estado, os projetos serão executados pela WCS – Associação Conservação da Vida Silvestre, que atuará na Reserva Biológica do Gurupi e na Terra Indígena Awá, e pelo Instituto Ibramar, responsável por ações na Reserva Extrativista do Ciriaco.

As iniciativas incluem plantio de espécies nativas, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à restauração florestal. A proposta também prevê geração de oportunidades de renda para comunidades que vivem nessas regiões.

O resultado da seleção foi anunciado em Brasília durante o workshop “Restauração em Escala – Integração Federativa para a Recuperação da Vegetação Nativa”, que reuniu representantes do governo federal, setor produtivo e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de ampliação da restauração florestal no país.

Ao todo, o quarto ciclo do programa selecionou 11 projetos, com investimentos de R$ 69,5 milhões, voltados à recuperação de áreas protegidas em seis estados da Amazônia Legal.

Segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, o país tem potencial para liderar iniciativas globais de recuperação ambiental.

“O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o mercado global de restauração florestal. Ao apoiar iniciativas como o Restaura Amazônia, contribuímos para transformar áreas degradadas em novas florestas produtivas, gerando renda, empregos e soluções climáticas baseadas na natureza”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que políticas públicas voltadas à recuperação da vegetação nativa são fundamentais para consolidar um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia.

“Municípios que param de desmatar precisam de meios para restaurar e manter suas florestas em pé, gerando emprego e renda”, disse.

Criado em 2023, o programa Restaura Amazônia financia projetos de reflorestamento com espécies nativas na Amazônia Legal, com foco especial na região conhecida como Arco do Desmatamento, faixa que inclui o oeste do Maranhão e concentra historicamente alguns dos maiores índices de desmatamento da floresta.

A estratégia do governo federal é estimular a recuperação dessas áreas degradadas e impulsionar uma economia baseada na floresta, iniciativa que vem sendo chamada de Arco da Restauração.

Com o anúncio do quarto ciclo, o programa soma 58 projetos de restauração ecológica e produtiva, com atuação em 17 unidades de conservação, 77 assentamentos e 35 terras indígenas, totalizando quase 15 mil hectares em processo de recuperação na Amazônia.