TODAS AS TRIBOS

O novo ‘sextou’ da Praia Grande

O jornal O Imparcial esteve na noite da última sexta-feira na Praia Grande e conseguiu conversar com todas as ‘Tribos’ que fazem o local, que estão sob forte fiscalização

Reprodução

A sexta-feira na Praia Grande é sempre uma festa. Um espaço em que todas as tribos se encontram e se entendem. Cada uma cuida de si sem se importar com as predileções sexuais de quem quer que seja. Não se vê manifestações homofóbicas. Os héteros, mesmo os mais radicais, já sabem como é a situação e, então, cada uma fica na sua.

O problema mais grave é com relação à venda de bebidas, o que exige fiscalização mais apurada e conscientização dos ambulantes que trabalham na região. Nossa reportagem visitou o Centro Histórico de São Luís e encontrou as mais diversas “tribos”, que fazem uma Praia Grande variada e moderna.

Fiscalização rigorosa

O coronel Honório, comandante do Batalhão de Polícia de Turismo (BpTur), garantiu que:

“A Polícia Militar está atenta e não abre mão do controle. Fiscalizamos a venda de bebida e quando surpreendemos um menor que tenha usado bebidas alcoólicas, tratamos de entrar em contato com os pais ou responsáveis para que adotem a medida disciplinar que achem conveniente”.

Todos os dias o policiamento é desenvolvido e nos fins de semana com maior intensidade, com cerca de 40 policiais militares, ainda com apoio da Rotam, Cavalaria, homens do Batalhão Tiradentes, Guarda Municipal, da Blitz Urbana e efetiva participação do Judiciário através da Vara da Infância, que age na responsabilização dos pais dos menores surpreendidos com o uso de bebidas e drogas.

Por determinação do coronel Honório, o segundo-tenente Oliveira, do BpTur, manteve reunião com diretores da Escola Modelo Benedito Leite, quando ficou acordado que, em caso de algum aluno vir a ser surpreendido usando bebidas alcoólicas trajando a farda da escola, mesmo sendo maior de 18 anos, o fato será levado ao conhecimento da direção da escola, para que adote as medidas disciplinares necessárias.

Coercitivamente, adolescentes surpreendidos embriagados são levados até a sua residência pela Polícia Militar, ou por serventuários da Justiça, lotados na Vara da Infância e da Juventude, sendo os pais responsabilizados.

O jovem Daniel Isaac, 18 anos, disse que não fuma e nem bebe, mas gosta de frequentar a Praia Grande para se encontrar com sua turma e para divertir-se. Ele condena o uso de bebidas e drogas por pessoas muito jovens que, assim, prejudicam a própria saúde. Já Helena, 16 anos, reclama do excesso de fiscalização.

“A gente bebe em casa e não pode beber aqui? Considero abusiva esta fiscalização desenvolvida pela polícia”, acentuou. Ela disse ainda:“Felizmente ainda não cismaram com o nosso namoro. Podemos ficar com nossa gatinha sem que nos perturbem”, garantiu.

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