VISCERAL

Maria Callas uma mulher além das notas musicais

Espetáculo Master Class que fica em cartaz em São Luís até este domingo (11) revela a vida e obra da maior soprano de todos os tempos, interpretada pela atriz Christiane Torloni

Reprodução

Uma mulher forte e ao mesmo tempo determinada, que buscou por meio da música a perfeição para aquilo que mais queria fazer: cantar ópera. Foi assim que María Kekilía Sofía Kalogerópulu, mais conhecida como Maria Callas, encantou plateias do mundo inteiro.

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Sua vida marcada por preconceito, fama, casamentos, escândalos e desavenças com suas “rivais” que estamparam as revistas e jornais da época em que era conhecida como La Divina, ganhou uma adaptação no espetáculo Master Class, interpretado pela atriz Christiane Torloni. A montagem está em cartaz até este domingo (11), no Teatro Arthur Azevedo, na Rua do Sol, Centro de São Luís.

Em uma interpretação visceral, Christiane Torloni dá vida a Maria Callas relembrando no palco o período que o mais famoso soprano do século XX saiu de cena dos palcos, e partiu para  ministrar aulas em um conservatório, a pretensos cantores que sonhavam conquistar tal qual ela, a fama, dinheiro e reconhecimento por meio do canto lírico.

Em Master Class, Christiane Torloni revela para o público a alma de uma Maria Callas que mesmo durante a guerra fazia questão de estudar canto mesmo com a invasão dos alemães em Atenas, passando pelo preconceito de fazer pequenos papéis por ser gorda até a conquista de seu espaço após o seu casamento com um homem rico e trinta anos mais velho do que ela.     

Callas perpetuou-se em papéis como Medeia, Norma, Tosca, Violetta, Lucia, Gioconda, Amina, entre outros. senhora de raros dotes vocais e interpretativos, revolucionou a ópera, trazendo-a novamente às origens. Para Maria Callas, a expressão vocal era primordial, em detrimento dos exageros vocais injustificados – tudo na ópera tem que fazer sentido, visando a dar ao público algo que o mova, algo credível.

Toda essa exigência da soprano com seus alunos é contada de forma genial, entrecortada por passagens de uma vida conturbada, que revelam seus dramas ao lado do marido e empresário, G. B. Meneghini, homem muito mais velho do que ela.

O texto mostra ainda a tórrida relação de Callas com o milionário grego Aristoteles Onassis que lhe chamava de “canarinho” entre outros absurdos públicos que rendeu variado material ofensivo para tablóides sensacionalistas; além do drama de ter perdido seu único filho em um parto prematuro onde o bebê não resistiu e o fim do casamento com Aristoteles Onassis que se desfez, quando ele a abandonou para casar-se com Jacqueline Lee Bouvier Keneddy, viúva do presidente Keneddy. A separação abalou profundamente Maria Callas, já que ainda gostava dele, e decidiu não mais casar-se.

Quem for assistir Master Class vai apreciar muito mais do que a obra eternizada por Callas. O público terá a oportunidade de receber conselhos da soprano que podem ser aplicados no dia a dia, principalmente para quem está vivendo um desafio profissional, além de outros, que servem para evitar futuros aborrecimentos na vida particular.  

Vale aqui ressaltar que apesar de toda fama, dinheiro, reconhecimento e glamour, Maria Callas terminou a vidasozinha em Paris, falecendo repentinamente de um infarto em seu apartamento no dia 16 de setembro de 1977 deixando a vida terrena para imortalidade dando a certeza de que jamais existirá um outra mulher como Maria Callas.

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