CULTURA

Dividindo o mesmo piano: música clássica a quatro mãos em São Luís

Em sua terceira apresentação na capital, dupla maranhense e alemã se diz mais preparada e entrosada; “Aprendemos a respirar juntos”, diz pianista ludovicense

A dupla durante ensaio (Alan Azevedo / O Imparcial)

Quem ganha com a crescente amizade entre dois músicos, um maranhense e outro alemão, é a música clássica e a cena cultural de São Luís. O Duo Pianístico Philipp Mayer & Willame Belfort se apresentará nesta quarta-feira (16) e aposta que a experiência dos últimos concertos realizados na capital ludovicense e o crescente vínculo entre eles refletirá na qualidade de sua música.

Depois de tantos ensaios e de duas apresentações, a gente aprende a fazer música com outra pessoa, o que não é fácil, ainda mais no mesmo instrumento e ao mesmo tempo”, explica Willame Belfort, músico e professor maranhense, sobre o piano a quatro mãos, modalidade onde dois músicos dividem o mesmo piano.

Observar o movimento das quatro mãos chega a ser hipnotizante (Alan Azevedo / O Imparcial)

O alemão Philipp Mayer, no Brasil desde o ano passado, deixará o país após sua terceira apresentação ao lado de Belfort. “Eu aprendi muito mais sobre o meu parceiro nos concertos do que em ensaios. O concerto é um ponto crucial”.

Agora, os músicos dizem estar muito mais alinhados para sua última apresentação de uma série de três concertos. “A gente divide as tensões, as alegrias, todas as emoções. Com os encontros evoluímos essa afinação. As pessoas podem pensar simplesmente que juntou um maranhense com um alemão, escolheram o repertório e se apresentaram. Mas é mais que isso. Não se restringe apenas ao piano”, conta Willame.

O músico maranhense completa: “quando passamos a desenvolver a amizade e criamos um interação a mais além da música, ao tocar conseguimos fazer muito melhor. Quando não há essa interação, não tem como se entregar”.

Com a amizade, clima do ensaio é leve (Alan Azevedo / O Imparcial)

Ensaiando para o concerto do dia 16, Mayer explica o que esperar de diferente. “Para esse próximo concerto, vamos trazer essa experiência que tivemos para não sermos tão controladores com detalhes. Na hora do recital é importante deixar fluir, sentir e transmitir. Temos que arriscar, e às vezes, muito focado em detalhes, você não consegue”.

O repertório é clássico e será composto de 17 obras, entre elas danças norueguesas e eslavas, uma famosa serenata de Schubert e doze valsas de Brahms. O concerto será na Escola de Música do Estado do Maranhão, na Rua da Estrela, 363, Centro, dia 16/01 às 19h. A entrada é franca.

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