O queridinho está preso

Roseana Sarney, candidata ao governo maranhense, do MDB, partido do presidente Michel Temer, está percorrendo o interior do Maranhão em sua segunda “Caravana da Guerreira”. Tem defendido a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder maior do PT e também das pesquisas para retornar ao Planalto. Em suas andanças, Roseana nem por garfe […]

Roseana Sarney, candidata ao governo maranhense, do MDB, partido do presidente Michel Temer, está percorrendo o interior do Maranhão em sua segunda “Caravana da Guerreira”. Tem defendido a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder maior do PT e também das pesquisas para retornar ao Planalto. Em suas andanças, Roseana nem por garfe cita o nome do chefe do governo brasileiro, líder maior do MDB, desde quando despejou a petista Dilma Rousseff do Planalto.

A emedebista postou recentemente no Twitter foto dela com Lula, para mostrar que sempre andaram juntos. O detalhe é que desde 1966, com o marechal Castelo Branco no poder, levado pelo golpe de 64, o pai de Roseana nunca perdeu tempo em fazer oposição a qualquer ocupante do Palácio do Planalto. Roseana aprendeu a lição de casa. Também, o senador do mesmo MDB, Edison Lobão, diz querer ver Lula livre, que, mesmo preso em Curitiba, aparece com mais de 60% nas pesquisas presidenciais no Maranhão, e mais de 30% no país.

Assim como Roseana, o irmão dela, Sarney Filho, que até abril foi ministro de Michel Temer (Meio Ambiente), agora, ignora o ex-chefe. Edison Lobão, por sua vez, pregou a soltura de Lula, de quem foi ministro, mas nenhum do grupo Sarney se moveu para visitar o petista na carceragem. Logo após a prisão de Lula, José Sarney resumiu a síntese de seu sentimento: “É uma grande frustração”. Esse é um lado da esquisitice da pré-campanha deste ano no Maranhão. Em 2016, com a derrubada da Dilma, nenhum Sarney disse um pio por ela. Ao contrário, todos se agruparam aos poderosos do Planalto.
Agora, com a “candidatura de Lula” tentando se desvencilhar do cipoal jurídico, entrançado pelo juiz Sérgio Moro e seus companheiros de STF, Edson Fachin e Cármen Lúcia, os Sarney e os Lobão saem em defesa da liberdade do petista, mas apenas nas redes sociais. Na outra ponta, Lula tem o apoio de Flávio Dino, cujo PCdoB é aliado histórico do PT. Dino nunca recuou em sua posição dura contra o impeachment de Dilma Rousseff, depois contra a condenação e prisão de Lula, que no  Maranhão continua sendo o queridinho dos principais engalfinhados na briga pelo Palácio dos Leões.

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