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CHUVAS

Maranhão tem redução de áreas de estiagem

Dados do Monitor de Secas que revelam a redução do fenômeno das secas no estado do Maranhão no mês de abril deste ano e são os melhores do Nordeste

Reprodução

O mês de abril marca o fim do principal período de chuvas em maior parte do Nordeste e, neste ano, com os resultados positivos principalmente na porção mais ao norte da região, o novo mapa do Monitor de Secas indica áreas sem seca relativa ou classificadas apenas com seca fraca até o último mês. O Monitor de Secas aponta que as chuvas de abril reduziram a severidade do fenômeno no Maranhão em comparação a março.

Números animadores

Os estados em situação mais confortável, ou seja, que apresentaram maiores percentuais de suas áreas sem seca relativa, são o Maranhão (72,1%) e o Ceará (69%).  A situação mais crítica está no interior do Nordeste, correspondendo à grande parte da Bahia, onde estão áreas classificadas em seca grave. Lá, 89,7% do território está com alguma das categorias de seca.

Devido às chuvas ocorridas desde janeiro deste ano, o Monitor registrou a melhora dos indicadores de curto e longo prazo e um recuo da área com seca fraca em parte do oeste e sul maranhense além da diminuição no grau de severidade da seca, que passou de moderada a fraca em parte do sul e leste do estado.

Grandes chuvas em abril

De acordo com o Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (LABMET-UEMA), órgão que atua no Monitor das Secas no estado, em abril os maiores volumes de precipitação, com valores acima de 300 mm, ocorreram na região norte do Maranhão, no litoral do Ceará, em pontos isolados no Rio Grande do Norte e em parte do Recôncavo Baiano.

Os  valores iguais ou superiores a 300 mm ocorreram no centro-norte e oeste do Maranhão, no extremo norte de Tocantins e Piauí, litoral do Ceará, e em algumas áreas do Tocantins. A chuva também ficou abaixo da média histórica no centro-leste do Maranhão.

Norte do estado choveu cerca de 400mm

Relatório do NuGeo aponta que, no estado, embora tenham sido observadas algumas áreas com anomalias negativas, de um modo geral, as precipitações, principalmente na porção norte, tiveram valores acima de 400 mm (acima do normal). No setor sul, observaram-se anomalias negativas de precipitação, e os indicadores de curto prazo mostram uma condição de seca variando de fraca a moderada.

No sudeste houve uma redução da área de seca fraca, enquanto nas demais áreas os indicadores, de curto e longo prazo, mostram o estado sem seca relativa. Os impactos observados em todas áreas, com algum grau de seca, permanecem de longo prazo. “De um modo geral, a seca no norte do NEB apresenta impacto apenas de longo prazo, associado principalmente ao déficit hídrico durante anos consecutivos de chuva abaixo da média na região entre 2012 a 2018. No entanto, as precipitações observadas nos quatro primeiros meses do ano trouxeram melhora nos impactos de curto prazo consequente recuperação das pastagens, acumulação de água nos pequenos e médios reservatórios, além da recuperação de alguns perímetros irrigados. Cabe ressaltar que, devido à grande variabilidade espacial da chuva, esse cenário não é generalizado, e algumas áreas ainda apresentam seca com impactos de curto e longo prazo”, informou o NuGeo.

Sobre a ferramenta

O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados. 

O projeto é coordenado pela ANA, com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.

O Monitor vem sendo utilizado para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessado tanto no site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

As precipitações observadas nos quatro primeiros meses do ano trouxeram melhora nos impactos de curto prazo

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