Lazer ao ar livre

Mais espaços verdes para lazer na capital

Cresce a procura de praças e parques em São Luís após revitalização de espaços que marcam o cartão postal da capital, proporcionando mais vivências ao ar livre

Reprodução

A procura por espaços públicos mais arborizados para recreação e prática de atividades físicas como caminhada e ciclismo tem crescido na capital maranhense. Para isso, é necessário um espaço ao ar livre ecologicamente equilibrado, essencial à qualidade de vida, sendo necessário que o Poder Público e a coletividade tenham o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

É perceptível que o verde está aparecendo aos poucos, mas cada vez mais tomando conta de diversos pontos da cidade. Lugares que antes tinham pouca frequência de visitação ou por não ser a primeira opção para a vivência, agora recebem um frescor todo especial que deixa a ilha do amor ainda mais encantadora e urbanizada.

Neste ano, São Luís comemora seus 407 anos e para garantir um lugar mais sustentável, a Prefeitura Municipal de São Luís, anunciou o programa ‘São Luís em Obras’, um pacote de serviços que contempla melhorias para diversos espaços da capital, dentre eles a requalificação da Praça da Saudade, Praça da Bíblia, Praça da Misericórdia e entorno; além do parque do Bom Menino, que também integra o projeto de requalificação e habitação na região capital ludovicense.

A prefeitura de São Luís tem ampliado o trabalho que já vem sendo realizado durante a sua gestão, apresentando resultados positivos e significativos para a cidade, como a requalificação de espaços na área central da cidade, a urbanização de bairros e a melhoria da mobilidade urbana na capital maranhense.

Para a professora Arquiteta e Urbanista, Doutora em Urbanismo pela UFRJ e Mestre em Desenvolvimento Urbano, Barbara Prado, as praças possuem um papel fundamental para os cidadãos. “Não pode ser tratado como uma decoração da cidade, mas como elementos fundamentais da estrutura urbana, da vida na cidade”, afirma.

Relação com a cidade

A especialista, Barbara Prado, também explica que esses espaços são positivos pelo uso comum da sociedade e que a carência de locais abertos para vivência pode ter um peso negativo dentro a sociedade civil. “Existem inúmeras pesquisa que associam o índice de violência com a falta de espaços livres públicos e espaços livres vegetados. Muitas áreas urbanas brasileiras adensadas estão entre as áreas mais violentas. Falta o campinho de futebol, faltam árvores e praças, faltam playgrounds, faltam quadras e áreas de lazer.  Sobram bares e jogos, onde se bebe e se briga”, conta. Além de reforçar que áreas para esporte e lazer não devem ser tratados como inacessíveis, mas como necessidades básicas de qualquer cidadão.

Quinta do Diamante recebeu revitalização

Parque do Bom Menino na área  do centro da cidade

É im­por­tan­te que ha­ja es­pa­ços de con­ví­vio e in­te­ra­ção, além dis­so, exis­te uma ne­ces­si­da­de de sen­tir um per­ten­ci­men­to ao lu­gar em que se vi­ve as ci­da­des de­vem fa­zer par­te do co­ti­di­a­no das pes­so­as. Os par­ques, as pra­ças de­vem ser usa­dos pa­ra pro­mo­ver a saú­de, in­te­ra­gir com as pes­so­as e con­vi­ver com as di­fe­ren­ças. De­vem ser pro­mo­vi­dos es­pa­ços pú­bli­cos de qua­li­da­de on­de se pos­sa re­a­li­zar uma mo­bi­li­da­de ati­va, pro­mo­ven­do a saú­de e o bem es­tar.

Es­ses no­vos es­pa­ços po­dem ser­vir pa­ra as prá­ti­cas sau­dá­veis e de la­zer, on­de as pes­so­as po­de­rão se sen­tir con­for­tá­veis pa­ra le­var as cri­an­ças pa­ra brin­car, on­de os jo­vens po­dem se reu­nir pa­ra con­ver­sar en­tre ami­gos, fa­zer pi­que­ni­ques ou pra­ti­car uma ati­vi­da­de fí­si­ca. O Par­que Mu­ni­ci­pal da Quin­ta do Di­a­man­te, re­ser­va con­si­de­ra­da a mai­or área ver­de ain­da in­se­ri­da no Cen­tro de São Luís, já re­ce­beu me­lho­ri­as na sua in­fra­es­tru­tu­ra, exe­cu­ta­das pe­la Pre­fei­tu­ra com o ob­je­ti­vo de pre­ser­var o lo­cal e trans­for­má-lo em mais um es­pa­ço de vi­si­ta­ção pú­bli­ca e prá­ti­ca de ati­vi­da­des es­por­ti­vas e de la­zer na ca­pi­tal. Após con­cluí­da a cons­tru­ção, o par­que, que pos­sui uma área de apro­xi­ma­da­men­te três hec­ta­res, con­ta­rá com ati­vi­da­des des­por­ti­vas, de edu­ca­ção am­bi­en­tal, la­zer e ofi­ci­nas pa­ra cul­ti­vo e plan­tio de mu­das.

Ati­vi­da­des ao ar li­vre

Quan­do ques­ti­o­na­do so­bre as van­ta­gens e pon­tos po­si­ti­vos em fa­zer ati­vi­da­des ao ar li­vre o edu­ca­dor fí­si­co Le­o­nar­do Oli­vei­ra responde que não há con­tra in­di­ca­ções a prá­ti­ca é sau­dá­vel a to­das as pes­so­as, res­pei­tan­do as in­di­vi­du­a­li­da­des bi­o­ló­gi­cas de ca­da in­di­ví­duo, são ati­vi­da­des lú­di­cas e di­nâ­mi­cas com mai­or in­te­ra­ti­vi­da­de en­tre os par­ti­ci­pan­tes, um gas­to ca­ló­ri­co ele­va­do além de tra­zer be­ne­fí­ci­os a au­to­es­ti­ma.

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