DIA DAS CRIANÇAS

Nem todo brinquedo é recomendado para qualquer criança

Por isso deve-se ficar atento à qualidade tanto no aspecto físico quanto emocional que o presente pode trazer

Foto: Pixabay

Criança adora brinquedo e, ao manuseá-lo, descobre o mundo ao seu redor. Segundo especialistas, bonecas, carrinhos e afins são um meio dos adultos conhecerem melhor as crianças, seus potenciais, interesses, necessidades, habilidades.

A psicóloga perita em Saúde Mental, Fabiana Borges Macedo, garante que meios interativos como, jogos de encaixe, quebra-cabeça, algo que trabalhe cores e formas diversas, são os mais recomendados. “Eu diria um NÃO aos brinquedos feitos para que possamos sair das vivências reais e um SIM à apresentação aos nossos filhos à troca da construção mútua, de afeto e atenção com carinho, estando com o filho sem ser através de um objeto eletrônico tecnológico”.

No Brasil, é obrigatório que todos os brinquedos tragam a indicação de idade. É uma maneira de auxiliar pais na hora das compras e orientá-los, principalmente, sobre como conciliar a realização dos desejos dos filhos com o quesito segurança.  “Os pais também deve verificar se o equipamento não tem uma luminosidade que vai agredir a visão e que não vai fazer o mal à cognição dele, se está estimulando pensamentos, sentimentos e emoções positivas. Logo, esse é o presente adequado para darmos as nossas crianças no dia tão lindo de homenagear esse ser de luz”, atesta Fabiana Borges.

Era digital

É muito comum nesta época que os pequenos gostem ou queiram eletrônicos e até mesmo celulares. Para a psicóloga, a cognição da criança está em formação contínua e a orientação é que seja dado a uma criança após os seis anos, e ter o próprio celular só a partir dos 12. Sobre dar dinheiro para a criança, ela argumenta que é recomendável, desde que haja um diálogo anterior sobre consciência financeira.

“Se formos elencar os malefícios que o manejo na tecnologia podem trazer, vamos perceber que ela pode fazer mal às crianças devido a liberdade de dados e programas virtuais. Com um celular, os pais não terão como os limitar apenas ao aspecto pedagógico e você pode estar propiciando uma abertura para ele vivenciar todo tipo de site, todo tipo de informação. Mas acredito que é melhor dar a partir dos 12 anos de idade”, atesta a psicóloga Fabiana Borges.

VER COMENTÁRIOS
CONTINUAR LENDO
MOSTRAR MAIS