PEDRINHAS

Assassino de líder do Bonde dos 40 estava sendo ameaçado de morte

O assassino afirmou em depoimento que Alan Kardec teria usado de sua liderança na facção criminosa Bonde dos 40 para ameaçá-lo

Reprodução

Johnathan de Sousa Silva, assassino confesso do jornalista Décio Sá, preso desde 2012, revelou em depoimento a Superintendência de Policia Civil da Capital (SPCC) que matou Alan Kardec Dias Mota porque vinha sendo ameaçado de morte pelo rival dentro do presídio.

O assassino afirmou vir sofrendo represálias por parte de Alan desde 2016. A vítima inclusive teria usado de sua liderança na facção criminosa Bonde dos 40 para convocar outros integrantes para assassinar Johnathan.

O crime aconteceu por volta das 7h30 no último domingo, na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL4), durante o banho de sol dos presos. Retirando um pedaço de ferro do banheiro da unidade prisional, Johnathan afiou o objeto e fez uma espécie de “chuço” (arma branca pontiaguda).

Com medo de perder a vida, Johnathan esperou para ir ao banho de sol um pouco depois de Alan Kardec, onde desferiu um profundo golpe com a barra de ferro no peito da vítima.

Alan Kardec foi encaminhado ao Hospital Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, na Cidade Operária, para ser atendido, mas após passar por procedimentos cirúrgicos, não resistiu e morreu no fim da tarde de domingo.

Após crime, Johnathan foi encaminhado ao 12º Distrito Policial do Maracanã para prestar depoimento. A Polícia civil abriu inquérito e segundo delegado Luigi Conde, responsável pelo caso, novos depoimentos serão agendados nos próximos dias.

“Nos próximos dez dias de investigação, tempo em que deverá demorar o inquérito policial, vamos ouvir outros detentos que participavam da rotina da vítima, servidores penitenciários e também familiares, se preciso for”, afirmou o delegado.  Ele confirmou que uma desavença teria motivado o crime, mas novas informações devem ser colhidas para definir o caso.

Johnathan que já foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, foi inicialmente indiciado por homicídio qualificado, que é quando a vítima não tem chance de defesa.

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