O Maranhão registrou saldo positivo de 1.955 empregos com carteira assinada em maio de 2026, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de Serviços, Construção e Comércio.
Entre os segmentos econômicos, o setor de Serviços liderou a geração de empregos formais, com saldo de 913 vagas. Na sequência aparecem a Construção Civil, com 795 novos postos de trabalho, e o Comércio, com 783. Por outro lado, Agropecuária (-183) e Indústria (-353) encerraram o mês com saldo negativo.
Municípios
A capital maranhense foi responsável pelo maior número de vagas criadas no estado em maio. São Luís registrou saldo de 1.293 empregos formais, seguida por Campestre do Maranhão (340), Bom Jesus das Selvas (133), Caxias (115) e Paço do Lumiar (113).
Perfil das contratações
As mulheres ocuparam a maior parte das vagas geradas no Maranhão durante o período. O saldo foi de 1.255 postos preenchidos por trabalhadoras, enquanto os homens responderam por 700 vagas.
Na análise por faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos concentraram o maior número de contratações, com saldo de 1.856 empregos. Já em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados, ocupando 2.109 das vagas abertas no estado.
Cenário nacional
Em todo o país, o mercado formal de trabalho registrou a criação de 72.960 empregos em maio de 2026, resultado de 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil gerou 767.326 novos postos de trabalho, crescimento de 1,6% no estoque de empregos formais.
Nos últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo nacional chegou a 1.132.820 vagas com carteira assinada.
Setores e regiões
No cenário nacional, todos os cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldo positivo em maio. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 45.655 vagas, seguido pela Construção (12.096), Agropecuária (10.205), Indústria (4.974) e Comércio (40).
Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o melhor desempenho, com 45.873 novos postos formais. Em seguida aparecem Nordeste (23.351), Norte (5.061) e Centro-Oeste (2.016). Apenas a região Sul registrou saldo negativo, com fechamento de 4.109 vagas.
Estados e salários
Das 27 unidades da Federação, 22 tiveram saldo positivo na geração de empregos em maio. São Paulo liderou com 18.224 vagas, seguido pelo Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195). Proporcionalmente, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento do emprego formal, com alta de 1,02%.
O salário médio real de admissão no país foi de R$ 2.384,10 em maio, valor 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os trabalhadores típicos, a remuneração média foi de R$ 2.428,13, enquanto os não típicos receberam, em média, R$ 2.055,88.
*Fonte: GOV