O pequeno Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês de vida, apresentou sinais vitais cerca de duas horas após ter seu óbito atestado na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. O bebê havia sofrido uma parada cardiorrespiratória durante a internação e foi declarado morto pela equipe médica, mas acabou salvo após a percepção atenta de uma funcionária do serviço funerário.
A agente funerária Regina Célia Paschoal, com 17 anos de experiência na área, foi ao hospital para fazer a remoção do corpo e notou movimentações atípicas. Ao abrir o invólucro funerário, percebeu que o recém-nascido estava se mexendo e tentando respirar. Diante do alerta imediato, a equipe do hospital reavaliou a criança, confirmou a presença de sinais vitais e o reencaminhou com urgência para a UTI Neonatal. Dias após o ocorrido, o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, em Bauru, onde dá sequência ao tratamento de uma fenda palatina.
A mãe de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos, declarou em entrevista que não considera ter havido erro ou negligência por parte do corpo médico. Ela relatou ter acompanhado presencialmente os esforços exaustivos da médica responsável para tentar reanimar o filho e afirmou que a família encara o retorno dos sinais vitais como um milagre inexplicável.
Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro informou que seguiu rigorosamente todos os protocolos previstos pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A instituição explicou que as manobras de reanimação duraram aproximadamente 45 minutos sem resposta clínica e que a médica responsável possui ampla experiência em neonatologia. O hospital ressaltou não ter identificado falhas nos procedimentos adotados e definiu o episódio como um fato extraordinário que impactou profundamente todos os profissionais envolvidos.
*Fonte: Correio Braziliense