Brasil · Eternos Amigos

Alunos da Escola Técnica Federal do Maranhão se reúnem para relembrar os velhos tempos

O encontro trouxe de volta a aproximação de amigos e amigas que nutrem carinho e admiração uns pelos outros há mais de 50 anos

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

“É como se tu olhasses um irmão teu com quem tu não te encontras há 50 anos. Quando tu te encontras com ele, não sentes nenhum estranhamento. É como se vocês tivessem se despedido ontem mesmo!”.

Nestas poucas palavras, está traduzido o sentimento que ronda o coração do professor Marcos Muniz, veterano do tempo em que o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), tal qual se conhece hoje, ainda era chamado de Escola Técnica Federal – inicialmente do município e posteriormente do estado.

À época, o ritmo da vida era outro; as conversas com os amigos duravam como se fosse a última vez que conversariam, os jovens participavam ativamente dos clubes e projetos artísticos, e também não deixavam de apreciar os sons dos icônicos dobrados. Essas lembranças desde as décadas de 50 e 60 foram sendo cuidadas como uma chama e mantidas acesas para não se apagarem, mesmo que muitos dos antigos colegas tenham seguido rumos distintos, com barreiras como a distância e a falta de comunicação.

Prof. Marcos Muniz (Foto: Divulgação)

Com a conexão trazida pela internet e pelas redes sociais, no ano de 2022, Marcos Muniz e sua irmã Regina Muniz assumiram uma tarefa árdua: reunir todos os ex-alunos e ex-alunas da Escola Técnica em um grupo que servisse como ponto de encontro para memórias, fotografias, reencontros e sorrisos de companheiros que há décadas não entravam em contato. Daí Surgiu o grupo Eternos Amigos, para juntar aqueles que levaram sempre consigo as boas memórias criadas nos tempos da juventude.

Para celebrar os anos de amizade, na noite da última sexta-feira (26/9), no Residencial Recepções, os amigos se uniram novamente na segunda edição do encontro de egressos da Escola Técnica.

A ocasião contou com um túnel do tempo, em um corredor repleto de fotografias das antigas turmas, organizado pelo ex-aluno e também professor Miguel Veiga. Além disso, o encontro foi animado por declamação de poemas, discursos acalorados, apresentações musicais da Banda do Bom Menino e do Boi de Morros.

Em sua fala, a professora Regina Muniz revelou como a época marcou não somente a sua juventude, como a de tantas outras mulheres maranhenses.

“O ano de 1972 foi marcante, pois foi quando elas adentraram à instituição; até então, somente os homens ocupavam esse espaço. Bem ali, nós tivemos uma abertura, foi um marco. E eu, depois de três anos como aluna, voltei à escola como professora, função que exerço a mais de 47 anos. Hoje faço o meu jubileu de 50 anos na educação profissional. Para mim, é um momento de júbilo poder comemorar esse momento com os meus colegas, com aqueles que me viram entrar naquela escola no primeiro dia de aula”, enfatizou.

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