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SAÚDE

Veja 6 fatos sobre adoçantes antes de começar a usá-los no dia a dia

Especialista tira principais dúvidas, traz indicações e revela se, afinal, adoçante faz bem pra saúde ou não

Reprodução

Sabe aquele docinho depois do almoço? Difícil de resistir não é mesmo? Apesar de delicioso, ele pode ser um grande vilão da sua saúde se não for consumido com moderação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão calórica diária de açúcar deve ser de até 10%. Ou seja, em uma dieta de 2.000 calorias, o desejável seria consumir até 50 gramas do ingrediente.

Apesar do alerta, os brasileiros estão longe do consumo ideal de açúcar. De acordo com o Ministério da Saúde, no país, a população consome 50% a mais de açúcar do que o indicado.  Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome em média 15 colheres de chá do produto, o que corresponde a 80g de açúcar por dia. Desse total, 60% corresponde à açúcares adicionados, aquela colherzinha a mais que você coloca nos alimentos. O restante do consumo é responsável pelo açúcar presente nos alimentos industrializados.

É na luta contra os altos índices no consumo do açúcar que o adoçante, também conhecido tecnicamente como edulcorante, velho aliado de quem já tem restrições alimentares ligadas aos açúcares, entra na jogada. Mas, afinal, o adoçante é uma substância segura? Quem explica é a médica nutróloga Priscila Vidigal.

Sim, o adoçante é seguro

Os adoçantes estão entre as substâncias mais estudadas por órgãos reguladores e científicos de todo o mundo. “O fato é que no Brasil, poucos conhecem a rigidez e a seriedade que existem na aprovação desses ingredientes. No país, quem regulamenta o setor é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que utiliza como base o Codex Alimentarius, programa conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo diretrizes, padrões de produtos e códigos de boas práticas, o que garante que determinado produto é seguro”, afirma.

“Dessa forma, os adoçantes são considerados seguros por vários órgãos reguladores e comunidades especializadas por todo o mundo e nenhum adoçante chega às prateleiras dos mercados e farmácias sem ter passado por uma avaliação prévia”, completa a nutróloga Priscila Vidigal.

Quando optar pelo adoçante?

“Não há um momento específico para essa escolha, qualquer pessoa que queira se adequar às recomendações da OMS ou evitar os riscos do consumo demasiado de açúcar pode utilizar o adoçante”, explica a especialista, ao destacar que o corpo humano utiliza o açúcar como fonte de energia, que se não for gasta, acaba acumulada no organismo e se transforma em gordura. “Os adoçantes são alternativas eficazes nos esforços para reduzir a ingestão total de açúcar, além de serem utilizados há mais de um século em alimentos e bebidas, não alteram o apetite dos consumidores”, pontua.

“Indivíduos saudáveis, sem necessidade de dietas especiais não precisam instituir o uso de adoçantes. O ideal é manter hábitos alimentares saudáveis, saborear itens in natura, como sucos de frutas, por exemplo. Os adoçantes artificiais foram desenvolvidos como uma alternativa para pessoas que sofrem de diabetes e não podem consumir o açúcar. Pouco tempo depois, passou a ser utilizado por quem deseja emagrecer ou controlar o peso. Como o consumo de calorias está diretamente ligado ao acúmulo de gordura, os adoçantes e os produtos adoçados artificialmente realmente são úteis para quem deseja manter o peso ou emagrecer”, explica a especialista.

Adoçantes ajudam a emagrecer?

Trocar o açúcar pelo adoçante pode ajudar você a ingerir algumas calorias a menos, mas a perda de peso também está atrelada a uma dieta equilibrada em que se mantém boas escolhas alimentares, como frutas, legumes e verduras, reduzir produtos industrializados e incluir atividade física na rotina. Adoçantes possuem pouco ou nenhum valor calórico e, portanto, não engordam diretamente. Porém, se o uso não vier acompanhado de uma dieta saudável e regrada, há o efeito inverso. “O que acontece é que a ausência da glicose pode fazer com que o organismo tenha vontade de consumir mais do que deveria desses alimentos em versão diet e é justamente aí que há o risco de ganho de peso”, ressalta a nutróloga.

Qual a diferença entre adoçantes naturais e artificiais?

Existem diferentes versões de edulcorantes disponíveis no mercado, de origem natural ou artificial. A especialista reforça, entretanto, que não há opções melhores ou piores: todas são igualmente testadas antes de serem aprovadas para consumo. “O que muda, na verdade, é o sabor. Por isso, o ideal é experimentá-los para fazer a escolha certa, de acordo com o paladar de cada um e avaliar qual o mais indicado para cada pessoa”, orienta.

Existem restrições ou contraindicação ao consumo de adoçantes?

Apesar de auxiliar no emagrecimento, a médica alerta que é necessário conhecer cada adoçante e avaliar as indicações e contra-indicações. “Por exemplo, o acessulfame-K não deve ser consumido por quem tem problemas renais, o ciclamato de sódio é contraindicado para hipertensos e o aspartame deve ser evitado em pessoas com fenilcetonúria.

Quanto às restrições, a ANVISA, com base na recomendação da OMS, desaconselha o uso de adoçantes à base de sacarina e ciclamato para pacientes hipertensos, em função da elevada concentração de sódio desses edulcorantes. “Outra recomendação importante é que indivíduos fenilcetonúricos não devem utilizar adoçantes à base de aspartame, por causa da presença do aminoácido fenilalanina. Os estudos apontam que existem controvérsias quanto ao uso dos adoçantes. Desta maneira, se houver uma escolha por trocar o açúcar por adoçante, que o mesmo seja o caminho e não a solução final, sendo o seu uso reduzido gradualmente até a retirada completamente para que o paladar se adapte cada vez mais ao sabor natural dos alimentos”, aconselha.

Crianças podem consumir adoçante?

Ao contrário do que muitos pensam, não há nenhum indicativo que demonstre problemas no consumo de adoçantes por crianças, principalmente por aquelas que são obesas ou têm sobrepeso.

Mulheres grávidas podem consumir adoçante?

Para alguns grupos, o consumo deve ser evitado, a exemplo das grávidas. “É preferível que o consumo de adoçante seja restrito a grávidas que possuem diabetes ou precisem controlar o peso. A restrição se deve à suspeita de que alguns componentes artificiais do produto podem prejudicar o bebê por se acumularem na placenta. Por isso, além de um consumo bem moderado, também é indicado um acompanhamento com um médico para que ele recomende a versão ideal”, finaliza a especialista.

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