CORONAVÍRUS

No Maranhão

5823
83256
63156
2081
CORONAVÍRUS

Brasil reduz taxa de contágio, mas covid ainda está descontrolada

Quedas mais significativas que a brasileira foram observadas na América Latina

(foto: Divulgação/Roche)

Pelas novas análises do Imperial College de Londres, o Brasil registrou a menor taxa de contágio (Rt) de covid-19 em 10 semanas, com estimativa de 100 pessoas infectadas transmitindo a doença para outras 103 (ou seja, a Rt está em 1,03).  Na semana anterior, a Rt era de 1,06. No entanto, taxas  acima de 1 significam que a doença ainda está descontrolada. 

Quedas mais significativas que a brasileira foram observadas na América Latina. A Bolívia, que no levantamento anterior estava com a taxa de 1,36, passou para 1,23. Diminuição significativa teve, também, o Peru, que acompanhava o mesmo Rt boliviano e, agora, está em 0,93, sendo considerado, portanto, capaz de controlar o novo coronavírus na região. Já o Chile passou de 1,12 para 0,87.
Com a melhora mais lenta em comparação aos outros países, o Brasil, que  ocupava a 27ª posição dentro dos grupo com as piores taxas de contágio, agora está na 25ª. Em abril, com Rt de 2,3, o país chegou a ocupar o primeiro lugar em nações com maior descontrole da doença. 

Apesar do Brasil continuar sendo a principal peça para enquadrar a América Latina como epicentro da doença no mundo, outros países latino-americanos que influenciam neste posicionamento apresentaram alta. A Colômbia aumentou o Rt de 1,1 para 1,45 em uma semana, ou seja, para cada grupo de 100 infectados estima-se que o vírus seja transmitido para outras 145 pessoas. Também houve aumento na Argentina: de 1,29 para 1,37. A taxa do México é de 1,14 e também está acima da brasileira. 

Subnotificação

O novo relatório ainda apresenta a taxa de subnotificação dos 55 países avaliados. Segundo o estudo, o Brasil reporta 36,3% dos casos atualmente, o que representa uma melhora significativa em relação ao início de abril, quando o país só registrava 10,4% das infecções. 

Para o cálculo, os pesquisadores consideram o número de mortes reportados como sendo um dado fiel e levam em conta os registros de óbitos de duas semanas anteriores e de casos dos 10 dias anteriores. Quanto maior a discrepância entre a taxa de mortalidade divulgada e a estimada, maior o grau de subnotificação.

VER COMENTÁRIOS
Concursos e Emprego
Notícia Boa
Checamos
Polícia
Gastronomia
Entretenimento e Cultura
Mais Notícias