EXAUSTÃO NO TRABALHO

O que é a Síndrome de Burnout que ganhou notoriedade na lista OMS e afeta 33 milhões de brasileiros?

A síndrome pode parecer com um estresse comum, mas está associada ao trabalhador esgotado e com problemas no trabalho.

Reprodução

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou que a Síndrome de Burnout constará na próxima lista de Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A nova classificação deve entrar em vigor em 2022.

Esse distúrbio está associado ao trabalhador com problemas no trabalho e o termo, burnout, foi criado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger, para definir “um estado de esgotamento físico e mental com origem intimamente ligada à vida profissional“.

O problema pode ser associado às situações comuns de estresse, mas inclui outros sintomas e são ainda mais severos, como a despersonalização do trabalho (quando a pessoa começa a agir de forma automática), baixo rendimento, exaustão físico e emocional.

Estudiosos da área concordam que este transtorno é mais comum entre os trabalhadores que têm empregos relacionados ao cuidado com pessoas, como médicos, enfermeiros e agentes penitenciários.

“É um processo, mais do que uma patologia. Ocorre em pessoas muito comprometidas com o seu trabalho, que se envolvem. É um processo que costuma levar de cinco a oito anos. Os sintomas incluem desgaste emocional, declínio cognitivo, indolência e despersonalização”, conta Pedro R. Gil-Monte, professor de Psicologia Social da Universidade de Valência e especialista neste transtorno.

Fatores que podem ser levados em consideração para o reconhecimento da patologia são: trabalhou ou estudo em um ambiente hostil, onde o indivíduo não se sente confortável e vivencia situações de tensão e pressão extremas, causando medo, falta de sono e de apetite, dores de cabeça, e aversão a tudo que se relacione com o trabalho, de maneira frequente.

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