Erradicação

Maranhão quer acabar com a hanseníase até o fim de 2020

Projeto do Governo do Maranhão com a Prefeitura de São Luís tem como meta eliminar a doença da capital e do estado no ano que vem

Reprodução

O Governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís iniciaram nova etapa do projeto “Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil Livre da Hanseníase”. Nesta segunda-feira (8), ocorreu a abertura da oficina para profissionais de saúde, no auditório da Faculdade Pitágoras, em São Luís.

A oficina integra o projeto do Ministério da Saúde e da Fundação Nippon, organização sem fins lucrativos de origem japonesa. A meta do projeto é eliminar a hanseníase até 2020. A capacitação será realizada até sexta-feira (12). Equipes de oito unidades básicas de saúde de São Luís participam da oficina.

O enfrentamento à hanseníase ocorre nos 217 municípios maranhenses. A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase do Maranhão, Maria Raimunda Mendonça, reafirmou que a hanseníase tem cura e que houve o aumento das estratégias de detecção, em especial através da Secretaria de Estado da Saúde (SES). “Anualmente temos em média três mil casos notificados. O projeto qualifica os profissionais no diagnóstico precoce da doença e no tratamento adequado, até a cura”, destacou.

A oficina será teórica e prática. A programação conta com exposição dialogada e ação nas unidades de saúde com detecção de casos de hanseníase. “Nosso intuito é capacitar os profissionais da saúde no manejo da doença desde o diagnóstico ao tratamento da doença, bem como nas suas intercorrências. Não adianta apenas diagnosticar e tratar, é necessário acompanhar e monitorar a função neural do paciente para que quaisquer alterações sejam neutralizadas, consequentemente impedindo o avanço da doença e chegando assim à cura”, destacou a médica e monitora do Ministério da Saúde em São Luís, Celijane Melo Rodrigues.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica de São Luís, Caroena Carlos, ressaltou a importância do monitoramento do programa. “Esse engajamento é fundamental. O projeto Nippon só vem fortalecer a rede de atendimento para que os profissionais fiquem cada vez mais capacitados”, disse.

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Delma Brito de Sousa, São Luís é considerada hiperendêmica em hanseníase. “As ações inovadoras consistem no exame dos contatos, que são as pessoas que convivem com os diagnosticados com hanseníase. A partir do momento que conseguimos examinar os contatos, conseguimos também controlar a doença, quebrando assim a cadeia de transmissão. Com o treinamento, nós queremos descentralizar o atendimento ofertado. Muitos pacientes saem das suas comunidades para buscar suporte direto nos hospitais de referência, mesmo tendo uma unidade básica próxima de sua casa”, ressaltou.

Para o médico do Centro de Saúde do bairro da Liberdade, Rafael Stein, a oficina é um componente importante para fortalecer o diagnóstico precoce da hanseníase. “Até mesmo nós que somos profissionais da saúde temos nossas dúvidas. Sabemos que ainda existe muito preconceito e relutância por parte dos pacientes, por isso cabe a nós identificar a infecção em sua forma mais primária, a fim de realizarmos o tratamento na obtenção da cura”, avaliou.

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