SAÚDE

Se não tratada, Leishmaniose Visceral pode matar

Maranhão é um dos estados brasileiros com maior índice da doença. Conheça os sintomas e as formas de prevenção

Febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações. Estes são alguns dos principais sintomas da Leishmaniose Visceral em humanos, doença também conhecida como calazar, que tem um número de casos expressivo no Maranhão. De 1º de janeiro a 13 de agosto deste ano, foram confirmados 347 casos em todo o estado, 34 só em São Luís, segundo dados Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Considerada uma doença infecciosa, a Leishmaniose Visceral, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. Ela é transmitida ao homem pela picada do mosquito palha infectado. Ao contrário do que muita gente pensa, o cão não transmite a doença, mas, na zona urbana, ele se apresenta como principal fonte de infecção do vetor. Ou seja, mesmo com a doença, ele precisa da presença do mosquito flebotomíneo para que ocorra a transmissão.

De acordo com o professor de parasitologia médica, Aimoré Alvim, o aumento do mosquito é sazonal e acontece principalmente pela destruição das matas. Para ele, é importante que existam políticas de saúde efetivas para controlar os mosquitos. “Não é fácil, de fato, mas é preciso que algo seja feito. Entre as ações que podem ser feitas estão a proteção e melhoria nas habitações, principalmente na zona rural, de onde vem o maior número de casos; borrifação sistêmica de inseticidas; controle de cães, principalmente os de rua e evitar a destruição das matas”, pontua.

Do ponto de vista parasitológico, o professor explica que não há tratamento para os cães. O Ministério da Saúde destaca que as ações de controle químico e eutanásia de cães infectados estão recomendadas para os municípios de transmissão intensa e moderada. Em humanos, ela tem tratamento gratuito e disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba mais sobre a doença.

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