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POLÍTICA

Fascismo: Entenda origem e termo que tem sido bastante usado nos últimos dias

Saiba mais sobre esse termo que tem dado o que falar nas redes sociais

Hitler e Mussolini são entendidos como líderes dos dois grandes movimentos fascistas do século XX, o alemão e o italiano, respectivamente.

Nas últimas semanas as discussões nas redes sociais têm sido sobre o combate ao fascismo. O termo voltou a ser debatido por conta das manifestações denominadas ‘antifascistas’ que têm saído às ruas em defesa do regime democrático. Mas você pode estar se perguntando: o que é o fascismo? Por que é importante saber sobre ele? Para esclarecer melhor essas questões, separamos as principais características desse movimento político.

O fascismo nasceu na Itália pós-Primeira Guerra Mundial, em um contexto de crise política e econômica e temor de supostos movimentos comunistas após a Revolução Russa de 1917. O termo deriva do termo em latim fascio littorio, que representa um conjunto de galhos amarrados a um machado, símbolo da punição na Roma Antiga.

O fascismo é entendido por cientistas políticos e historiadores como uma ideologia ultranacionalista que surgiu no início do século 20 com a ascensão de regimes totalitários, na Itália (Mussolini), Alemanha, (Hitle), Portugal (Salazar) e Espanha (Franco), que defendiam o Estado forte, culto a tradições, métodos poucos democráticos de debate e aplicação das leis, paramilitarismo, autoritarismo e uso da violência expressa no combate ideológico e repressivo contra minorias étnicas, a ciência e os meios de comunicação livres.

Principais características

O fascismo clássico, forma como o fascismo italiano é conhecido entre os historiadores, possuía algumas características:

  • Ssistema unipartidário (ou monopartidário): apenas o próprio partido fascista tinha direito à atuação no sistema político nacional;
  • Culto ao chefe/líder: forma de colocá-lo como a única pessoa capaz de guiar a nação ao seu destino;
  • Desprezo pelos valores liberais, nos quais estão inclusas as liberdades individuais e a democracia representativa;
  • Desprezo por valores coletivistas, como o socialismo, comunismo e anarquismo;
  • Desejo de expansão imperialista baseada na ideia de domínio de povos mais fracos;
  • Vitimização de determinados grupos da sociedade ou de um povo com o objetivo de iniciar uma perseguição contra aqueles que eram vistos como “inimigos do povo”;
  • Uso da retórica contra os métodos políticos tradicionais afirmando que estes eram incapazes de combater as crises e de levar a nação à prosperidade;
  • Exaltação dos “valores tradicionais” em detrimento de valores considerados “modernos”;
  • Mobilização das massas; 
  • Controle total do Estado fascista sobre assuntos relacionados à economia, política e cultura.

Antifascismo

No Brasil, o movimento que mais se aproximou do fascismo foi a Ação Integralista Brasileiro (AIB), criada por Plínio Salgado, que resgatou a exaltação aos símbolos nacionais e o paramilitarismo.

Atualmente, no país, apoiadores do presidente da República Jair Bolsonaro têm promovido movimentos de extrema direita, como por exemplo, o ‘300 do Brasil’, além de atos em apoio à intervenção militar, o fechamento do Supremo Tribunal Federal e ataques à liberdade de expressão, o que se assemelha ao AIB, gerando grandes discussões.

Os bolsonaristas vêm fazendo desde março manifestações a favor do governo. Já a reação nas ruas dos opositores começou no fim de maio, com movimentos autointitulados antifascistas, que têm como mote a defesa da democracia. Pelo país, vários manifestantes têm protestado carregando faixas que pedem democracia e gritam pedidos de “Fora, Bolsonaro”.

A causa antifascista, sob diferentes bandeiras, já foi utilizada na resistência ao autoritarismo de Mussolini e Hitler. Sem difusão do contexto histórico original, a bandeira antifascista passou a circular entre os brasileiros e ganhou versões personalizadas, associadas a profissões, gentilícos e até times de futebol.

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