Centro Histórico

Fiema debate com Rubens Jr. programa “Nosso Centro”

O presidente da Fiema, Edilson Baldez, que é dono de Hotel na área central de São Luís, disse que os empresários vão colaborar, por tratar-se de um projeto que vai beneficiar a cidade

Reprodução

O Governo do Maranhão catalogou 17 prédios tombados e de sua propriedade, no centro histórico de São Luís, que serão recuperados e disponibilizados, a custo zero, para empresários interessados em investir naquela área. Já na próxima semana será enviada à Assembleia Legislativa uma medida provisória para oficializar o programa Nosso Centro, com todos os seus detalhamentos e objetivos.

Nesta sexta-feira (9), durante uma hora, na Federação das Indústrias do Maranhão, o secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, expôs aos empresários da indústria, do comércio e de serviços, a concepção do projeto Nosso Centro, o mais arrojado a ser implantado na área tombado como patrimônio cultural da Humanidade, pela Unesco.

Trata-se de um programa que tem como objetivo retirar o centro histórico do risco de abandono, levando pessoas para morar nos sobrados recuperados, movimentá-lo com atrações culturais, garantir a segurança do turismo e do comércio, assim como transformar o Edifício João Goulart em centro administrativo, com secretarias que levarão 500 funcionários para trabalharem nele.

O presidente da Fiema, Edilson Baldez, que é dono de Hotel na área central de São Luís, disse que os empresários vão colaborar, por tratar-se de um projeto que vai beneficiar a cidade e impedir que seu acervo histórico e cultural venha a ser destruído pelo abandono.  

Em setembro o Edifício João Goulart, de 10 andares, que estava abandonado por mais de 20 anos, será entregue pelo governador Flávio Dino, como um novo centro administrativo. Foi  recuperado pelo sistema de parceria público-privada. Também a prefeitura de São Luís deve colocar em funcionamento, ainda em 2019, o antigo prédio do Banco do Estado do Maranhão, na Rua do Egito, que há vários anos entrou em reforma e ainda não foi reutilizado pela Secretaria Municipal de Fazenda.   Os empresários gostaram do que ouvir de Rubens Júnior, apresentaram sugestões e se dispuseram a conhecer melhor a forma de ocupação dos prédios oficiais, que serão cedidos por 30 anos, bem como a implantação de estacionamento e transporte para o centro histórico. Com a edição da MP, o Estado deverá lançar em seguida os primeiros editais para investimentos e a prioridade será para adoção de casarões e construção de estacionamentos.

Segundo Rubens Júnior, são 17 casarões para serem adotados por empresas e pelo menos cinco estacionamentos verticais e subterrâneos. As áreas indicadas para estacionamentos – algumas ainda dependendo de estudos e autorização do Iphan, seriam no Aterro do Bacanga, na Rua do Outeiro (próximo ao Iema, antigo Marista), Praça Maria Aragão, Praça Benedito Leite e Avenida Pedro II (estes provavelmente subterrâneos), o que não implica dizer que serão obras imediatas.


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