SEM BRIGAS

Oposição tenta acuar Dino no Maranhão

Apesar da pressão de opositores locais, o governador Flávio Dino prefere levar o debate para o cenário nacional e brigar com o presidente Jair Bolsonaro

Reprodução

Ao chegar ao sexto mês do segundo mandato à frente do governo do Maranhão, Flávio Dino está encarando uma oposição diminuta, mas barulhenta. Os deputados federais Aluísio Mendes e Edilázio Júnior, ambos com ligações de origem nos respectivos mandatos, com o hoje desmobilizado grupo Sarney, assumiram uma postura de contundência, tanto na Câmara quanto no Maranhão. Já é o ensaio das disputas eleitorais de 2020 e, principalmente, as gerais de 2022.

Na Assembleia, a oposição mais enticante fica por conta dos deputados César Pires, Adriano Sarney, líder do bloco de oposição, e Wellington do Curso, que muito fala na tribuna, mas pouco consegue provocar maiores consequências ou resposta igualmente dura do bloco governista. Esta semana, Aluísio e Edilázio conseguiram levar à comissão de Segurança da Câmara os delegados da Polícia Civil, Ney Anderson e Tiago Bardal, sobre denúncias dos parlamentares, de supostos grampos contra desembargadores e políticos do Maranhão.

Ainda nesta semana, os mesmos deputados, contando com a presença de outros da base governistas, como Márcio Jerry, Gastão Vieira e Bira do Pindaré, visitaram o Porto do Itaqui. Aluísio e Edilázio compareceram à Emap, gerenciada pelo governo, como membros da Comissão de Fiscalização de Controle da Câmara. E também com a anuência do deputado estadual César Pires, opositor ranzinza de Dino na Alema.

Sem sobressaltos

Foi uma visita técnica, na qual ouviram a exposição de técnicos e do presidente da Emap, Ted Lago, na qual o grupo foi informado tanto sobre o desempenho da empresa desde 2015, os investimentos e resultados de crescimento mesmo diante da crise  econômica. Não ficaram de fora nem os dados sobre a Operação Draga, da Polícia Federal, que, desde 2017 até hoje, não apontou irregularidade. Segundo Ted Lago e o deputado Márcio Jerry presente à visitação ao Porto, o inquérito da PF foi enviado à Polícia Civil.

Os mesmos deputados, juntos com o emedebista Hildo Rocha, foram sexta-feira visitar o CLA e as comunidades quilombolas e de pescadores residentes no entorno da Base. O objetivo é recolher informações sobre o uso do CLA pela Agência Especial dos Estados Unidos (Nasa), que vai operá-la comercialmente com lançamentos de foguetes e satélites, conforme o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), celebrado entre os governo Jair Bolsonaro e Donald Trump, que precisa ser homologado pelo Senado.

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