SENADO FEDERAL

Governo Bolsonaro: a posição do Maranhão no Senado

Roberto Rocha (PSDB), Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) falam sobre o futuro governo. Momento é de cautela

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Foto: Agência Brasil)

Eleito no último dia 28 de outubro, o futuro presidente Jair Messias Bolsonaro já tinha desde os primórdios de sua pré-candidatura um nome certo para o seu virtual governo: o economista Paulo Guedes. “Eu não entendo nada de economia”, era o que dizia o presidente eleito no passado. Bolsonaro quis passar sinceridade ao eleitor, mas a grande imprensa tratou com incapacidade gerencial do pretenso mandatário do Brasil.

Bolsonaro seguiu firme no nome de Guedes para ser seu superministro e resolver todos os embaraços econômicos do Brasil. Na campanha, sem uma agenda clara, Bolsonaro sempre pregou reforma da previdência, privatizações das estatais e controle de gastos. Porém, muitas de suas decisões passam pelo Senado Federal e Câmara de Deputados. E o que pensam os senadores do Maranhão da próxima legislatura?

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), que saiu vitorioso nas urnas e, a partir de 2019, assume o mandato no Senado Federal, obteve aprovação das urnas nas eleições de 2018 ao lado da companheira de chapa, Eliziane Gama (PPS).

Entre os três pontos abordados pela reportagem, Weverton Rocha pondera e acredita ainda ser cedo para fazer qualquer diagnóstico. “É necessário aguardar para ver quais serão realmente as propostas da equipe econômica do novo presidente. Por enquanto, está tudo genérico demais.  Como será a reforma da Previdência dele?”, indaga o senador eleito pelo PDT. Porém, é categórico ao afirmar que “de antemão me posiciono contra qualquer projeto econômico que não tenha um olhar social para o nosso país e que implique supressão de direitos importantes dos trabalhadores”, respondeu.

Quanto a diminuição de ministérios, Weverton Rocha revela preocupação com os ministérios que vão ser extintos. “Quais ministérios deixarão de existir? É, sem dúvida, preciso equilibrar a economia e isso requer alguns sacrifícios, mas é fundamental que a cota de quem tem mais seja maior que a cota dos que têm menos. O que não poderei concordar é que a conta fique novamente para os pobres e a classe média”, afirma.

Já o senador de mandato Roberto Rocha (PSDB) tem um alinhamento maior com as propostas liberais de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. À reportagem de O Imparcial, respondeu, “São pautas que o país precisa enfrentar. A previdência é uma questão que o mundo todo tem buscado respostas. A questão é que se chegue a regras claras, republicanas, sem privilégios”, defende o senador.

Quanto às privatizações, o senador tucano tem cautela. “As privatizações dependem de quais sejam. Privatizar o que pode ser privado, mas jamais entregar as matrizes de energia e aquelas instituições que resguardem a segurança nacional”, observa Roberto. Quanto ao controle de gastos, Roberto Rocha acredita que o tem que “gastar menos com o governo para gastar mais com a população.”

Procurada pela reportagem de O Imparcial, a senadora eleita Eliziane Gama não retornou, porém, respondeu recentemente ao site Universa (UOL) sobre o governo Bolsonaro, em especial as questões das causas das mulheres no governo que se aproxima. “Espero que possa ter um compromisso com as causas e colocar o tema da igualdade como prioridade. Também gostaria de ver uma participação equitativa no governo.”, respondeu ao UOL, a deputada federal Eliziane Gama. Quanto quais seriam suas propostas para as mulheres, a senadora respondeu: “Vou propor um projeto de lei para tipificar, criminalmente, o assédio. No assunto violência, nós evoluímos com a Lei do Feminicídio e a Lei Maria da Penha. Mas estamos aquém aos casos de assédio”, propõe a senadora eleita pelo PPS.

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