Foto: Honório Moreira/O Imparcial/D.A Press

Nesta quarta-feira, o jornal O Imparcial e a rádio Jovem Pan News, recebeu o candidato ao governo do Maranhão, Ramon Silva Gomes, conhecido nas urnas como Ramon Zapata (PSTU). O candidato do PSTU é o terceiro entrevistado da série de entrevistas promovidas pelos dois veículos de comunicação. Zapata, ao longo da entrevista, falou de luta de classe, da revolução trabalhadora e defendeu que o sistema capitalista não deu certo para resolver os anseios da humanidade.

“Só vamos chegar ao poder através de uma revolução”, é o que prega o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), porém quando indagado pelo Raimundo Borges sobre o radicalismo, o candidato ao governo do Maranhão, Ramon Zapata minimiza. “Revolução é transformação. Se um banco virar uma cadeira, já é uma revolução”, sobressai o socialista.

Ramon Zapata iniciou sua militância política na antiga Escola Técnica, período que participou da greve da meia passagem no Governo João Castelo. No PSTU há 20 anos, Zapata não se preocupa com a cláusula de barreira que ameaça partidos sem representação no Congresso. “Nosso partido pode não existir juridicamente, mas a luta partidária é diária”, avalia.

O candidato disse na “Live com Candidatos” que o sistema capitalista não se sustenta. “Nós não acreditamos mais nesse sistema, porque ele tem demonstrado que ele não se sustenta mais. Dentro do marco do capitalismo é impossível resolver o problema da humanidade hoje, boa parte dela. Só alguns que detém a riqueza”, sentencia.

Hoje recebemos nos estúdios do jornal O Imparcial, o candidato Ramon Zapata (PSTU), que concorre ao governo do Maranhão.

Hoje recebemos nos estúdios do jornal O Imparcial, o candidato Ramon Zapata (PSTU), que concorre ao governo do Maranhão.

Posted by O Imparcial on Wednesday, September 19, 2018

Sobre a crítica da esquerda do PSTU à esquerdas que chegaram ao poder no Maranhão, o jornalista Rogério Silva pergunta ao candidato Ramon Zapata o conteúdo dela. Em resposta, Zapata destaca que o modelo político atual não possibilita a revolução defendida por seu partido. “O PSTU não acredita na conciliação de classe”, afirma. Tece crítica, ainda, às alianças do atual governador do Maranhão. “Todos os partidos que estavam envolvidos na lava-jato estão com Flávio, elegeu Roberto Roberto e acabou as coisas não acontecendo”, cita.

Sobre a possibilidade de fazer parte de uma composição no governo Flávio Dino, Zapata descarta. “Eu estou há 20 anos nesse partido, eu sobrevivo do meu trabalho. Não tem coisa melhor do que ser livre”, segundo Zapata mesmo que a pessoa seja capacitada tecnicamente o sistema atual não possibilita estrutura para trabalhar. “É impossível acreditar que os ricos vão resolver o problema dos trabalhadores. O jogo político não te dá estrutura para desenvolver um trabalho”, analisa.

Próximas entrevistas:

A candidata e ex-governadora, Roseana Sarney (MDB), tem o espaço reservado para essa quinta-feira, mas não confirmou sua presença por conflito de agenda. O candidato Odívio Neto (PSOL) também declinou de sua participação por conta de agenda com a vice-candidata a presidência Sônia Guajajara, em Imperatriz e região. O senador e candidato ao governo, Roberto Rocha (PSDB) confirmou participação para o próximo sábado, 22 de setembro, fechando o ciclo de entrevistas.

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