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POLÍCIA

Polícia começa a intimar integrantes de organização antifascista no Maranhão

Investigação é para apurar denúncias de incitação a vandalismo

Foto: SSP

A Superintendência Estadual de Investigações Criminais do Maranhão (SEIC) começou a intimar pessoas envolvidas em supostas práticas de incitação ao vandalismo, na capital maranhense. De acordo com as denúncias investigadas pela polícia civil, os suspeitos fazem parte de uma organização autodenominada “Frente Antifascista SLZ”, que no último fim de semana teria articulado em um grupo de WhatsApp a realização de atos de protesto que incluiriam vandalismo e depredação a imóveis da iniciativa privada em São Luís.

A polícia agora aguarda o comparecimento dos intimados para a tomada dos depoimentos e a continuação do inquérito. “Até a próxima quinta-feira (04), todos serão ouvidos na SEIC”, anunciou o delegado Armando Pacheco, superintendente da SEIC.

Entenda o caso

Esta semana, diversos prints de conversas no WhatsApp começaram a circular nas redes sociais apontando que os diálogos se passavam em um grupo criado pela organização autodenominada “Frente Antifascista SLZ”.

As mensagens trocadas pelo grupo demonstram que ali se debatia maneiras de como realizar uma manifestação na capital maranhense. Parte dos membros da organização mencionou a dificuldade da realização do ato, em decorrência do isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus.

Nos diálogos, os membros do grupo citam diversas instituições privadas como possíveis alvos da ação, que incluiria a utilização de artifícios como coquetéis molotov, entre outros. Há citação, ainda, de bancos privados, como o Itaú; shopping centers (Tropical Shopping); escolas (Dom Bosco); academias (Smart Fit); e restaurantes (Flor de Vinagreira e Coco Bambu).

Os integrantes também tecem críticas à polícia militar, chamada de “instituição suja” nas mensagens trocadas pelos participantes.

Defesa

Após a divulgação do conteúdo das conversas, a organização do grupo emitiu nota em que nega a articulação de qualquer ato violento, explica que as frases vistas nos prints são falas individuais que não refletem as diretrizes de atuação do grupo e que “as ideias foram sendo expostas democraticamente”.

Leia a nota:

Após esse final de semana, várias pessoas nas redes sociais se juntaram no grupo de whatsapp “Frente antifascista Slz”, reunindo estudantes, professores, advogados, militantes de movimentos sociais como resposta às recentes manifestações do fascismo, especialmente o “300 pelo Brasil”, em frente ao STF.
Todas e todos nós nos unimos por um valor em comum: a defesa da democracia contra as investidas autoritárias do governo federal e seus apoiadores.
Nós não temos qualquer conexão com o grupo “Antifas”. Somos um grupo espontâneo de pessoas que, usando de seus direitos constitucionais de associação e livre expressão, querem se manifestar politicamente em defesa dos direitos humanos, da democracia.
As ideias foram sendo expostas democraticamente.
É delirante, fantasioso e, óbvio, puro sensacionalismo qualquer acusação de que o grupo foi organizado com o fim de depredar patrimônio privado. Não se decidiu sequer realizar um ato presencial. Os prints da matéria tomam falas individuais como se fossem diretrizes de atuação do grupo, quando não passam disso: falas individuais. E tal se dá em grupos que reúnem cerca de 500 pessoas, portanto, fica impossível ter o controle sobre absolutamente tudo o que se fala.
Diferente das carreatas bolsonaristas que perturbam até hospitais, caso fosse decidida a manifestação presencial, foi uma preocupação exposta no grupo por várias pessoas não fazer o ato em determinados locais para garantir o acesso e tranquilidade para hospitais públicos e privados, bem como respeitar as faixas garantindo a circulação de pedestres.
Em último, formou-se um grupo de advogados para pensar justamente em como se fazer uma manifestação política respeitando as medidas sanitárias do governo do estado (distância mínima de 2m de uma pessoa para outra, por exemplo), a própria decisão da Vara de interesses difusos e coletivos sobre manifestações com aglomeração e, ainda, garantindo a saúde dos próprios manifestantes. Que grupo se forma para supostamente depredar patrimônio público se preocupando com respeito à decisão judicial e decreto do governo, não atrapalhar faixa de pedestres e acesso aos hospitais?
No mais, estamos completamente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.
São Luís, 1º de junho de 2020. “Frente antifascista Slz
 

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