POLÍTICA

Ligado a Sarney, João Alberto deixa presidência de conselho do Senado após 12 anos

Depois de seis mandatos consecutivos no cargo do Senado, João Alberto, do MDB do Maranhão, perde o cargo Jayme Campos, do DEM, aliado ao governo Bolsonaro

João Alberto (MDB-MA), deixa a presidência do Conselho de Ética do Senado após seis mandatos consecutivos. Foto: Divulgação

Após 12 anos ocupando o cargo de presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (MDB-MA), ligado ao ex-presidente José Sarney, deixará o cargo. Quem assume em seu lugar é o senador Jayme Campos (DEM-MT), aliado ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e ao atual governo Bolsonaro.

O conselho em questão é responsável pela análise dos pedidos de cassação de mandato de senadores. Com o novo presidente, a hegemonia do MDB no colegiado é quebrada. Durante seus seus mandatos consecutivos, João Alberto foi criticado por não dar andamento a processos contra parlamentares aliados.

A ascensão do DEM e a queda do MDB

A demissão do diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, também ligado ao MDB, foi outro sinal da quebra da hegemonia do partido na Casa. A decisão foi anunciada por Davi Alcolumbre (DEM), recém-eleito presidente do Senado.

Além disso, a eleição à presidência do Senado em primeiro turno do senador Davi Alcolumbre no último dia 2 após a retirada da candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) também é outro indicativo da fortificação da base governista na Casa.

Pela terceira vez consecutiva, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito como presidente da Câmara dos Deputados. Maia foi candidato oficial do bloco PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC e PMN – e, inclusive, teve apoio de partidos de esquerda, como PCdoB e PDT.

Apoio de blocos da esquerda

Tanto o PCdoB quanto o PDT caminharam juntos ao PSL, partido de Jair Bolsonaro, quanto à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados. O governador do Maranhão, Flávio Dino, justificou o apoio ao explicar que o embora o partido não concorde ideologicamente com Maia, o demista tem se mostrado respeitoso e bem comportado para com a oposição.

Após críticas, Dino explicou, na última quinta-feira (7), durante debate na Bienal da UNE, em Salvador, na Bahia, que o apoio não se trata de uma aliança. Segundo o pecedebista, o bloco ainda é oposição a Bolsonaro, mas travada institucionalmente.

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