SURFE

Maranhenses conquistam pódio em etapa de surfe no Ceará

Vinícius ‘Cabocão’ tem 36 anos, é fisioterapeuta, e mora em São Luís. Ele compete desde 2009. Ao Imparcial, o atleta reclamou da falta de apoio ao esporte.

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O maranhense Vinícius Gomes, o Vinícius “Cabocão”, conquistou o terceiro lugar na categoria Longboard, no Circuito Cearense de Surf 2017, que foi realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, na praia de Taibinha. A categoria é considerada a mais clássica da competição. Outro maranhense, Eduardo Lobato, também se deu bem e ficou em segundo lugar na categoria Kahuna.

Em entrevista a O Imparcial, o atleta maranhense falou sobre a conquista. “Esse circuito é um dos mais competidos do nordeste. Tem todas as categorias, desde infantil até Long, Kahuna etc. E o nível está muito mais alto do que eu pensava, muito melhor do que eu pensava. A galera está saindo pra competir nos circuitos de fora e trazendo muita bagagem, o que aumenta o nível da competição”, afirmou o atleta.

“E foi bem legal essa conquista. Apesar de não ser o que a gente queria, porque a gente sempre quer ganhar. Mas, considerando que eu estava há um ano sem competir, e que participei do circuito com material antigo, sem patrocínio, foi um bom resultado. Que me deixa feliz e me mostra que estou no caminho certo”, completou.

Falta de apoio

Vinícius ‘Cabocão’ tem 36 anos, é fisioterapeuta, e mora em São Luís. Ele compete desde 2009. Ao Imparcial, o atleta reclamou da falta de apoio ao esporte.

Vinícius (direita) ao lado de outro maranhense que conquistou pódio na competição: Eduardo Lobato, que ficou em segundo na categoria Kahuna.

“A minha vontade era de competir sempre. Mas não há apoio de parte alguma. Só falta investimento. Investimento pra material, e também pra eu conseguir ir até as competições. Um Longboard está quase R$ 2 mil; um Stand-Up sai por quase R$ 5 mil com remo. E é um material de competição. Você tem que treinar todo dia, e todo dia quebra, é frágil. Porque tem que ser leve”, relatou.

“Eu treino praticamente todo dia. Faço treino de surfe quando dá, quando tem onda, porque aqui no Maranhão você sabe que não tem onda pra surfe, tem mais vento pra Kite. Quando não consigo surfar, faço meu treinamento à noite. Já pra complementar o que eu não fiz do surfe. Então falta o que além de apoio?”, questionou.