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Filme maranhense estreia em circuito nacional

O filme Lamparina da Aurora, do cineasta maranhense Frederico Machado, estreia nas salas de cinema de todo o país no próximo dia 30 de novembro.

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O filme Lamparina da Aurora, do cineasta maranhense Frederico Machado, estreia nas salas de cinema de todo o país no próximo dia 30 de novembro. Um dia antes, acontece a pré-estreia do longa em São Luís, no Cinepólis, no São Luís Shopping, no Jaracati. O filme, que inicialmente teria o título de O Tempo Envelhece Depressa, conta com a narração pelo falecido poeta Nauro Machado, pai do diretor.

Para fazer a divulgação do filme, Frederico Machado embarca amanhã para São Paulo, onde realiza a cabine de exibição para jornalistas e convidados, além de uma coletiva de imprensa com a presença dos principais meios de comunicação do país e sites especializados em audiovisual. Frederico Machado explica que o filme é uma fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, que conta a história de um casal de idosos que recebe a visita de um jovem misterioso, todas as noites, na fazenda abandonada em que passaram a viver.

Lamparina da Aurora vai estrear em quase 60 salas de cinema do Brasil e fazer ainda parte do circuito do Cinema Multiplex e salas de arte, sendo distribuído pelo selo Lume Filmes.

O elenco enxuto do filme conta apenas com três atores, entre eles: Buda Lira, ator que recentemente também participou do filme Aquarius, no qual interpretou o papel do irmão de Sônia Braga; Antonio Sabóia, que está no ar com a novela Tempo de Amar, fez o filme O lobo atrás da porta e está trabalhando em uma série do diretor José Padilha (Tropa de Elite) para o canal Netflix; e Vera Barreto Leite, atriz paiauiense considerada um grande destaque no filme pela crítica.

Em entrevista a O Imparcial, Frederico Machado revelou que não há nenhum diálogo durante o filme. Toda a trama se passa numa fazenda do Maranhão, onde um casal de idosos recebe a visita de um jovem misterioso que dá todo o clima de suspense no desenrolar da narrativa, que é pontuada pelos versos escritos pelo poeta Nauro Machado, pai de Frederico. “O filme é um suspense psicológico sem diálogo. O que há é um desenho de som que conta toda essa história ao espectador por meio da narração de Nauro Machado dos seus versos. O filme, na verdade, é uma fábula de horror contada através dessas imagens e pelos poemas de meu pai”, explicou Frederico Machado.

O cineasta revelou que a ideia inicial de Lamparina da Aurora era fazer um drama social. E que buscou em algumas referências do cineasta Glauber Rocha, o pai do Cinema Novo, que foram deixadas de lado, e dialogou com o cinema feito pelo cineasta russo Andrei Arsenyevich Tarkovski, nascido na então União Soviética, diretor do filme Béla Tarr, com planos longos, planos-sequências. Frederico Machado revelou que Lamparina da Aurora teria planos-sequências maiores do que os que estão presentes no filme, além de uma movimentação de câmera que também tem muito pouco no longa. E que tudo foi se adaptando à medida que foi filmando, adaptando o roteiro à realidade das condições de gravação. O cineasta disse ainda que buscou referências, como Roman Polanski, no início de carreira, principalmente, em filmes como O Inquilino, Repulsa ao Sexo. O filme tem ainda um pouco do cinema japonês, cinema oriental moderno de Mario Bava, além de algo de Alfred Hitchcock, cineasta britânico, considerado o “Mestre do suspense” e um dos mais conhecidos e populares realizadores de filmes desse gênero de todos os tempos.

Para Frederico Machado, todas estas referências chegam naturalmente porque são cineastas que ele passou grande parte da sua vida toda assistindo as suas produções. O cineasta deixou bem claro que, apesar de serem grandes referências, ele não se deixa guiar por elas, e que procura fazer um cinema autoral a partir de suas próprias vivências, que são colocadas na sua maneira de fazer o filme. Tanto que o roteiro, a produção, a direção de fotografia e a direção foram feitas por ele. “Este é um filme todo autoral, tanto que a equipe é composta de alunos da Escola de Cinema Lume que entraram como sócios do filme, que teve um custo de custo de R$ 30 mil. Lamparina foi todo bancado por mim e pela Lume, não teve edital, Lei de Incentivo, patrocínio de empresa, não teve nada disso. O filme foi feito com recursos próprios”, explicou o cineasta, ressaltando que o filme, depois de pagar esse custo, irá beneficiar os alunos e para o elenco do filme, que também entrou como sócio.

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