Você sabe?

Por que a Rua do Sol e Rua da Paz se chamam assim?

As informações foram retiradas do livro, “Caminhos de São Luís”, de Carlos de Lima

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Por que Rua do Sol? E Rua da Paz? Mas porque Beco do Quebra-Bunda? As informações foram retiradas do livro, “Caminhos de São Luís”, de Carlos de Lima:

Canto da Viração

Quem não já marcou um encontro no Canto da Viração? O logradouro é a esquina da Rua Grande com a Rua do Passeio, no Centro. Bem, ali não tem as melhores brisas da cidade, nem é onde o vento faz a curva. Na verdade, o local foi chamado assim porque era o ponto aonde os bondes que vinha da Rua Grande viravam para seguir para a Rua Rio Branco, em sentido à praça Gonçalves Dias. Hoje o sentido do trânsito inverteu, mas o local continua sendo ponto de encontro de muita gente.

Beco do Quebra-Bunda

Um despenhadeiro existente na esquina da Praça João Lisboa com a Rua Formosa (Afonso Pena), o chamado Canto Grande, que um engenheiro tratou de dá uns cortes para evitar as quedas. Mas mesmo depois da investida, o trecho da Rua João Vital não deixou de ser menos perigoso. Quem passava pelo lugar corria o risco de cair com a bunda no chão. Também foi popularmente chamado de Quebra-costa. Hoje é conhecido como Beco da Pacotilha e deve-se ao fato de o prédio de azulejos verdes, na esquina, ter sido sede do famoso jornal do século XIX, O Imparcial.

Beco da Bosta

Que nome mais estranho. Mas o Beco da Bosta é um beco estreito que durante o período colonial servia de passagem para os escravos levarem os tonéis de excrementos das famílias da cidade e jogá-los na maré, único meio de despejo da época, já que não existia rede de esgoto. Esses escravos eram chamados de tigres ou cabungos. Também ficou conhecido como Beco da Baronesa, porque na esquina ficava o sobrado da baronesa de São Bento. Hoje tem o nome de Travessa 28 de Setembro em alusão ao dia da assinatura da Lei do Ventre Livre.

Canto da Fabril

Um dos pontos de referência mais famosos da cidade, o Canto da fabril, tem esse nome devido ao fato de ali próximo ter funcionado a Companhia Fabril Maranhense, fundado por Crispin Alves dos Santos, quando o boom das fábricas sonhava modificar a cidade. O Canto da Fabril fica na intersecção da Rua Senador João Pedro e a Rua Grande (Oswaldo Cruz). Sim! A Rua Grande vai até ali. Oficialmente o Canto da Fabril compreende o trecho da Rua Senador João Pedro, antes uma continuação do Caminho da Boiada.

Beco da Caéla

O nome deste logradouro localizado no Centro de São Luís tem origem inusitada. Reza a tradição que vivia ali um português louco por crianças e que ao ver uma não resistia e pedia: “Dê-me cá, ela!”. Dá cacofonia surgiu o apelido. Hoje o beco, que começa no Anel Viário e termina na Rua Formosa (Afonso Pensa), antes um grande lamaçal, leva o nome do poeta Maranhão Sobrinho.

Rua dos Afogados

Segue da Rua do Egito até a Rua Rio Branco. Já chamou-se Rua dos Afogabugios. Conta-se que o divertimento dos meninos de antigamente era afogar os muitos macacos que existiam por aquelas bandas nas águas do riacho. Claude d’Abbeville descreve em sua obra que outrora, “uma fonte, particularmente bonita… cercada de palmeiras, guacos, murtas e outras árvores maravilhosamente grandes, sobre as quais se veem muitas vezes, monos, macacas e micos que vão beber água”.

Rua das Crioulas

A Rua das Crioulas é importante rua do centro histórico de São Luís. Paralela a rua São Pantaleão nesta rua está a Fábrica Santa Amélia e belos casarões coloniais onde funcionam escolas e escritórios.

Rua das Flores

Inicia na Rua do alecrim e termina na Rua de Santana. Foi chamada de Rua Aluízio Azevedo. Apesar do nome nada do passado liga as flores a essa rua. Hoje existe uma floricultura, talvez para que se justifique o belo nome.

Rua adjacente do comércio do centro e nas suas esquinas estão a Igreja São João, a Loja mais antiga da Maçonaria, entre outros.

Rua do Alecrim

Inicia na Rua Rio Branco e vai até a rua do Ribeirão. Rua estritamente residencial, guarda belos prédios de meia morada e morada inteira do século XIX e início do século XX.

Rua do Giz

Deve-se o nome provavelmente a ladeira de argilas brancas onde hoje é a escadaria. Começa no Largo do Palácio, continuava até a ladeira Vira-Mundo (rua Humberto de campos), para depois subir pela rua nova cascata (Jacinto Maia).

O trecho entre o Largo do Palácio e a escadaria foi aterrado para formar o passeio que fica em frente ao Palácio do Comércio (Associação Comercial).

Muitos artistas pintaram essa rua pela majestosa paisagem das fachadas dos prédios coloniais na ladeira.

Rua do Sol

Ela liga a Praça Deodoro ao Largo do Carmo, palco de passeatas cívicas e dos desfiles militares e escolares que eram saudados pelas famílias ali residentes, seguindo pela Rua do Sol em direção a Av. Magalhães de Almeida.

A Rua do Sol recebeu o nome de Nina Rodrigues e por ela passaram grandes levantes políticos de protesto. As concentrações populares ocorriam na Praça Deodoro e através da Rua do Sol seguiam até o Palácio dos Leões, continuando pela Rua de Nazaré e Praça Benedito Leite.

Rua dos Afogados

Inicia na Rua do Egito e vai até a Rua do Veado. Já foi chamada de “afogabgios”, pois contam que o divertimentos dos moleques traquinos era os macacos que viviam em torno do Riacho do Ribeirão.

Em seu relato, o francês d´Abbeville descreve: “uma fonte, particularmente bonita, cercada de palmeiras e guacos, murtas e outras árvores maravilhosamente grandes, sobre as quais se veem muitas vezes, momos, macacos e micos que vão beber água”.

Rua Formosa

Seu nome deu-se em homenagem à beleza do local. Também ficou conhecida como Estrada Real, por ser uma rua longa. Recebeu também o nome de rua Afonso Pena. Inicia-se nas proximidades do Largo do Carmo e segue até a Rua do Portinho. Segundo os pesquisadores, foi a primeira a receber calçamento de cantaria “cabeça-de-negro”.

Nessa rua, segundo a pesquisadora Magnólia Sousa Bandeira de Melo, havia um local chamado de Canto Pequeno, localizado na esquina com a Rua de Santana, onde os negros de carga sempre se reuniam para, entre outras coisas, falarem mal dos outros.

Rua Grande

As lojas da Rua Grande podem abrir das 8h ás 14h

Esta rua é uma das mais antigas da cidade. Sua marcação em mapas desde 1698. Foi a principal rua de passeio de São Luís e por ela passeavam as moças de família nas tardes, exibindo a mais cara moda de Paris e Lisboa.

A rua guarda surpresas históricas e arquitetônicas admiráveis: O cinema Éden logo no seu início que hoje funciona a loja Marisa; na frente nasceu Manoel Odorico Mendes; na esquina com a rua do Passeio fica o Palacete Gentil Braga, casarão com vinte e duas janelas em ogiva, em azulejo português; no colégio Marista o Portão da Quinta das Laranjeiras, entre outras preciosidades.

Hoje a Rua Grande é o centro do Comércio do centro de São Luís, com lojas de departamento, bancos, restaurantes populares, etc.

Rua Portugal

Área que se estende da Praça Pinto Martins até a Rua da Estrela. Era chamada, inicialmente, de Rua do Trapiche e, depois, Rua Portugal, por volta de 1906, segundo a pesquisadora Magnólia Sousa Bandeira de Melo, por causa das homenagens a visita da corveta À Pátria, da Real Marinha Portuguesa.

A beleza dos sobrados existentes nessa rua revela uma época de desenvolvimento e riqueza da economia maranhense. A concentração de compra e venda de mercadorias na antiga área portuária da ilha deu origem ao complexo comercial da Praia Grande.

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