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Terremotos na Venezuela: número de mortos se aproxima de 1.500 enquanto buscas por sobreviventes continuam

Equipes de resgate seguem mobilizadas em áreas devastadas; quase 50 mil pessoas ainda são consideradas desaparecidas

(crédito: FEDERICO PARRA / AFP)
(crédito: FEDERICO PARRA / AFP)

As operações de busca e resgate continuam na Venezuela após os dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). O número de mortos já se aproxima de 1.500, enquanto equipes nacionais e internacionais seguem trabalhando na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros, principalmente no estado de La Guaira, o mais afetado pela tragédia.

A região, localizada a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas, registrou o desabamento de dezenas de edifícios. Ruas inteiras foram transformadas em montes de areia, concreto e estruturas destruídas, ampliando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência.

Neste domingo (28), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que as operações de busca não serão interrompidas enquanto houver possibilidade de encontrar pessoas com vida.

Resgatamos pessoas com vida neste domingo e, por isso, os trabalhos continuam. Mantemos a esperança”, declarou.

Segundo o governo venezuelano, o fornecimento de energia elétrica já foi restabelecido em cerca de 75% de La Guaira. As aulas também permanecerão suspensas por mais uma semana nas áreas afetadas.

Número de vítimas aumenta

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o total de mortes chegou a 1.450 pessoas após a confirmação de mais 20 óbitos no domingo. Além disso, os terremotos deixaram 3.150 feridos, 12.721 desabrigados e provocaram o colapso de 774 edificações.

De acordo com as autoridades, o momento ainda é considerado crítico, já que milhares de famílias perderam suas casas e precisam de abrigo temporário.

As equipes de resgate ganharam reforço com a chegada de mais de 2.600 socorristas estrangeiros. Antes disso, familiares, voluntários e moradores atuavam praticamente sozinhos na retirada de vítimas dos escombros, frequentemente relatando falta de equipamentos pesados e apoio insuficiente.

As buscas seguem dificultadas pelas centenas de réplicas registradas desde os terremotos, que aumentam os riscos para socorristas e moradores.

Mesmo diante das dificuldades, casos de sobreviventes continuam sendo registrados. No domingo, um homem e seu filho foram retirados com vida dos destroços de um prédio que desabou em La Guaira.

Quase 50 mil desaparecidos

Embora o governo informe um número menor de pessoas desaparecidas, uma plataforma criada pela oposição venezuelana registrava, até domingo, cerca de 50 mil desaparecidos. O número representa uma leve redução em relação aos 55 mil casos contabilizados no dia anterior.

As autoridades seguem monitorando as estruturas danificadas e anunciaram a criação de uma comissão responsável por avaliar as condições dos edifícios atingidos pelos tremores. Enquanto isso, a prioridade permanece sendo o resgate de possíveis sobreviventes e o atendimento às milhares de famílias afetadas pela tragédia.

Fonte: Agência Brasil