Após gerar polêmica ao proibir o acesso de torcedores portando recipientes com líquidos nos estádios, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) voltou atrás em sua decisão regulamentar. O anúncio oficial da flexibilização foi feito pelas redes sociais, na sexta-feira (5), por Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo Fifa 2026.
Com a reformulação do protocolo de segurança, o público que comparecer às arenas poderá entrar com uma garrafa de água descartável de plástico macio de até 590 ml, desde que o produto esteja devidamente lacrado de fábrica.
Por outro lado, as restrições continuam valendo para garrafas reutilizáveis de laterais rígidas (como garrafas térmicas de metal, alumínio ou plástico duro), que seguem retidas nos pontos de revista sob a justificativa de preservação da segurança interna dos complexos esportivos.
A liberação estende-se apenas aos jogos disputados em território norte-americano e canadense, mantendo-se o veto total a qualquer tipo de garrafa externa nos estádios do México, que não teve o motivo de sua exceção detalhado pela Fifa.
Alerta climático e saúde dos torcedores
A mudança de postura da entidade organizadora ocorre em meio a uma forte pressão devido às previsões meteorológicas para o verão no Hemisfério Norte. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) emitiu um relatório de alerta direcionado ao comitê organizador do torneio, manifestando preocupação com a onda de calor extremo projetada para o período das partidas.
Os modelos climáticos indicam que os termômetros podem atingir a marca de 40°C em algumas das cidades-sede localizadas nos Estados Unidos e no México.
Diante desse cenário de forte estresse térmico, especialistas em saúde pública alertaram para o risco iminente de desidratação severa, fadiga muscular crônica e episódios de insolação, afetando tanto o rendimento físico dos atletas em campo quanto a integridade física dos milhares de torcedores nas arquibancadas, o que forçou a revisão das normas de consumo de água nos estádios.