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Deolane Bezerra vira ré por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao PCC

Segundo a denúncia, que partiu do Gaeco, Deolane recebia valores provenientes da renda ilícita da organização criminosa

Deolane está presa desde 21 de maio, após ser alvo de uma operação contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC - (crédito: Leco Viana/Estadão Conteúdo)
Deolane está presa desde 21 de maio, após ser alvo de uma operação contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC - (crédito: Leco Viana/Estadão Conteúdo)

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra virou ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau (SP) nesta quinta-feira (18). Além da advogada, também tornaram-se réus:

Paloma Sanches Herbas Camacho.  

Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;

Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola;

Segundo a denúncia, que partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), Deolane recebia valores provenientes da renda ilícita da organização criminosa. 

Ainda de acordo com o documento, o dinheiro também era distribuído entre Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, igualmente apontados como pessoas de confiança dos líderes do PCC. 

Ainda de acordo com o documento, o dinheiro também era distribuído entre Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, igualmente apontados como pessoas de confiança dos líderes do PCC. 

Conforme o texto, os dados obtidos a partir das quebras de sigilo fiscal e bancário confirmam a existência de mecanismos de ocultação e dissimulação dos valores provenientes de atividades ilícitas, bem como sua reintegração ao sistema econômico formal, com o propósito de conferir aparência de legalidade aos recursos.

Prisão 

Deolane Bezerra está presa no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista desde o dia 21 de maio. A defesa da advogada realizou um pedido para que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.

Entretanto, o pedido foi negado pelo Ministério Público, que reiterou que a ré possui condições de permancer na unidade. Embora Deolane possua uma filha de 12 anos, esse não foi um critério considerado pela decisão.

O MP reforçou ainda que a prisão domiciliar não é concedida em casos de organização criminosa, que atua por meio de violência.

* Fonte: Correio Braziliense

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