A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (30) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para reforçar o pedido de renovação da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-mandatário.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena em casa desde março. A medida, determinada pelo STF, prevê reavaliação periódica a cada 90 dias. O prazo mais recente expirou na última quinta-feira (25), o que motivou uma nova manifestação da defesa.
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, os argumentos apresentados ao ministro destacaram principalmente as condições de saúde do ex-presidente. Em publicação nas redes sociais, o defensor afirmou que Moraes demonstrou preocupação com o estado clínico de Bolsonaro e com os cuidados médicos que vêm sendo prestados.
A defesa sustenta que a manutenção da prisão domiciliar se justifica por razões humanitárias, apontando que o ex-presidente continua apresentando condições de saúde que exigem acompanhamento específico.
Arma apreendida também está sob análise
Outro tema tratado na reunião foi a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro. O revólver foi encontrado com um de seus seguranças durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal na semana passada.
O caso está sendo analisado por Alexandre de Moraes, que avalia se o episódio pode ser enquadrado como uma falta grave no cumprimento das condições impostas pela prisão domiciliar.
A decisão sobre a renovação do benefício e os possíveis desdobramentos relacionados à apreensão da arma ainda não foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Correio Braziliense