O mercado de trabalho formal no Brasil encerrou o primeiro bimestre de 2026 com um desempenho robusto, registrando a criação de 370.339 novos postos de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Um levantamento detalhado, fruto do cruzamento de informações entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e o Caged, aponta que 300.728 dessas vagas — o equivalente a 81,2% do total — foram preenchidas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
Ocupado majoritariamente por famílias em situação de vulnerabilidade, o público do CadÚnico tem se consolidado como a principal força de absorção da mão de obra gerada no país. Entre os beneficiários do Programa Bolsa Família, o saldo foi de 207.900 contratações, o que representa mais da metade (56,1%) de todas as vagas líquidas criadas no território nacional nos meses de janeiro e fevereiro.
O ministro Wellington Dias destacou que a tendência de inclusão produtiva tem sido constante nos últimos dois anos, coincidindo com os menores índices históricos de desemprego no país.
No quadro geral do bimestre, o Brasil registrou 4,6 milhões de admissões frente a 4,2 milhões de desligamentos, evidenciando uma trajetória de expansão econômica com foco na base da pirâmide social.
Os números reforçam a eficácia do Cadastro Único não apenas como ferramenta de assistência, mas como um vetor de acesso ao mercado de trabalho formal.
A predominância desse público nas novas contratações indica que as políticas de fomento ao emprego estão alcançando as camadas mais vulneráveis, permitindo que a retomada econômica se traduza em renda e segurança previdenciária para milhões de brasileiros.