Polícia · Segurança Pública

Ministro da Justiça e Segurança Pública detalha plano para asfixiar finanças de facções e isolar lideranças em presídios

Programa Brasil Contra o Crime pretende transformar unidades estaduais em centros de segurança máxima para extinguir "escritórios do crime"

Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, apresentou nesta quarta-feira (13) as diretrizes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado oficialmente na véspera. Durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, ele enfatizou que a iniciativa busca desarticular a estrutura das facções criminosas, impedindo que unidades prisionais continuem operando como “escritórios do crime”.

Um dos pilares centrais da nova política é a replicação do padrão de excelência das penitenciárias federais em 138 unidades estratégicas espalhadas por todos os estados e o Distrito Federal. O plano prevê investimentos pesados em tecnologia, incluindo a aquisição de drones, scanners corporais, bloqueadores de sinal de celular e sistemas de monitoramento avançado. Segundo o ministro, o objetivo é interromper o comando que as lideranças exercem de dentro das celas por meio de protocolos rígidos e treinamento especializado de pessoal.

Além do reforço carcerário, o programa foca na desestruturação econômica das organizações. Wellington Lima explicou que o eixo de asfixia financeira atuará sobre setores variados, como postos de gasolina, fintechs e o mercado financeiro, que são frequentemente utilizados para a lavagem de dinheiro. A estratégia segue o modelo de operações de inteligência, como a Carbono Oculto, realizada em 2025, que desmantelou esquemas bilionários no setor de combustíveis.

O ministro destacou que o combate ao crime organizado exige uma abordagem multifacetada, unindo a inteligência financeira ao combate ao tráfico de armas e à investigação de homicídios. Ao integrar esses quatro eixos, o governo federal espera reduzir o poderio das facções e garantir que o sistema prisional cumpra sua função de isolar indivíduos de alta periculosidade, cortando os fluxos de recursos e de comunicação que sustentam a criminalidade no país.

*Fonte: GOV