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Lula defende controle brasileiro sobre exploração de terras raras e minerais críticos

Presidente defende exploração de terras raras no país e destaca avanços científicos com novas estruturas do Projeto Sirius

(Foto: Ricardo Stuckert / PR)
(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil não abrirá mão de sua soberania sobre os minerais críticos e terras raras existentes no território nacional. A declaração foi feita durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, na cerimônia de inauguração de novas estruturas do Projeto Sirius.

Durante o discurso, Lula destacou que o país está aberto a parcerias internacionais para exploração desses recursos, desde que o controle e os interesses nacionais sejam preservados.

“Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, pesquisadores brasileiros terão papel importante no mapeamento e estudo das reservas minerais estratégicas. Ele ressaltou a importância da ciência e da tecnologia para acelerar as pesquisas e fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional.

O presidente também comentou sobre a disputa comercial entre Estados Unidos e China e sugeriu que o Brasil pode se tornar um parceiro estratégico na exploração desses recursos.

As declarações ocorreram durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. As estruturas receberam os nomes de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê e devem ampliar a capacidade de pesquisas em áreas como saúde, nanotecnologia, agricultura, energia e clima.

O investimento nas novas linhas foi de R$ 800 milhões, com recursos do Novo PAC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Durante o evento, a ministra Luciana Santos afirmou que o Sirius representa um avanço estratégico para o país e coloca o Brasil em um grupo seleto de nações com domínio da tecnologia de luz síncrotron de quarta geração.

Entre as novas estruturas, a linha Quati será utilizada em pesquisas relacionadas a minerais críticos e terras raras, além de estudos voltados às indústrias petroquímica e farmacêutica.

O evento também marcou o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa voltada ao fortalecimento da soberania tecnológica brasileira na área da saúde e ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

*Fonte: Agência Brasil