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Petrobras anuncia reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação

Alta ocorre em meio à escalada do barril de petróleo devido ao conflito no Irã; combustível representa cerca de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas

Foto: Freepik
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A Petrobras oficializou nesta quarta-feira (1º/4) um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV). O insumo, derivado do petróleo, é essencial para o abastecimento de aviões e helicópteros, figurando como um dos principais custos fixos do setor aéreo. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o gasto com combustíveis corresponde a aproximadamente 30% das despesas totais das empresas do segmento.

A definição do preço do QAV pela estatal ocorre mensalmente, sempre no primeiro dia de cada mês. O reajuste expressivo de abril sucede uma alta de 9% registrada em março e uma redução de 1% verificada em fevereiro. O cenário atual de preços é diretamente influenciado pela instabilidade no mercado global de energia, impulsionada pelo início das hostilidades no Irã.

A nova tabela de preços, disponível no portal da Petrobras, abrange 14 pontos de venda com variações que oscilam entre 53,4% e 56,3%. Em Ipojuca (PE), na região metropolitana do Recife, o litro do combustível saltou de R$ 3,49 para R$ 5,40. Já o valor mais baixo do país foi registrado em São Luís (MA), onde o preço por litro passou de R$ 3,45 para R$ 5,38.

A Petrobras atua na comercialização do QAV produzido em suas refinarias ou importado, vendendo-o para distribuidoras que, por sua vez, realizam a logística e a revenda nos aeroportos. Embora a estatal detenha cerca de 85% da produção nacional, o mercado é aberto à livre concorrência, permitindo a atuação de outros produtores e importadores sem restrições legais.

O panorama de alta é reflexo direto do conflito iniciado em 28 de fevereiro, com ações militares de Estados Unidos e Israel em território iraniano. A região afetada é vital para o setor, abrigando o Estreito de Ormuz, por onde circula 20% da produção mundial de petróleo.

Nesta quarta-feira, o barril do tipo Brent opera acima de US$ 101, valor significativamente superior aos US$ 70 registrados antes do início da guerra.