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Dia Nacional de Combate ao Bullying: Pesquisa revela que aparência física é o principal alvo de agressões

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do IBGE, revelam que 39,8% dos estudantes entre 13 e 17 anos já sofreram bullying

Violência atinge quase 40% dos estudantes (Foto: Freepik)
Violência atinge quase 40% dos estudantes (Foto: Freepik)

No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, o Brasil volta os olhos para um problema que segue presente e crescente no cotidiano de crianças e adolescentes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do IBGE, revelam que 39,8% dos estudantes entre 13 e 17 anos já sofreram bullying, evidenciando um cenário que vai além de casos isolados e exige respostas mais efetivas da sociedade.

Mais do que a alta incidência, a repetição das agressões preocupa. Segundo o levantamento, 27,2% dos jovens afirmam ter sido alvo de humilhações de forma recorrente, ao menos duas vezes. Para a assistente social e orientadora parental Thelma Nascimento, os números mostram que o problema se tornou estrutural. “Esse número é assustador para qualquer pai ou responsável. Ele revela que o bullying deixou de ser algo pontual e passou a ser responsabilidade de todos”, afirma.

Thelma Nascimento – assistente social e orientadora parental

A pesquisa também aponta que a aparência física segue como principal motivação das agressões, refletindo padrões sociais rígidos que são reproduzidos desde cedo. “As crianças e adolescentes estão copiando o que veem dentro de casa, na escola e na internet. Eles aprendem que existe um ‘jeito certo’ de ser e tudo que foge disso vira alvo”, explica Thelma.

Os impactos, no entanto, vão muito além dos dados estatísticos. Segundo a especialista, o bullying pode deixar marcas profundas e silenciosas. “Baixa autoestima, vergonha de existir, dificuldade de se expressar e sensação de não pertencimento são consequências comuns. São feridas emocionais que nem sempre aparecem, mas que afetam toda a construção da identidade”, destaca.

Baixa autoestima, vergonha de existir, dificuldade de se expressar e sensação de não pertencimento são consequências comuns

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