Brasil · opinião

Sem medo

Coluna - TIRO LIVRE

Sem medo

A situação financeira do Moto Club, como todos sabem, é difícil. No entanto, nem por isso sua torcida deve desanimar sobre o que poderá acontecer na Série D do Brasileiro. Afinal, o grupo em que o time rubro-negro foi incluído, provavelmente não terá nenhum bicho papão. Todos os integrantes são deficitários e sem condições de armar elencos de grandes qualidades técnicas. Nesta quarta divisão, muitas vezes, algumas equipes tidas como “zebras” em seus grupos acabaram chegando à frente de outras até então consideradas favoritas, graças à disciplina tática e união do grupo. É verdade que no futebol não existe milagre, principalmente quando um time é formado por atletas de índice técnico muito aquém daquilo que apresenta seus adversários, mas não custa nada observar os concorrentes antes de fazer qualquer prognóstico apressado.

A bola ainda não rolou e o Rubro-Negro sequer foi testado. Por isso, é justa a preocupação da torcida, mas nada de entrar num clima derrotista, porque, muitas vezes o próprio Moto já encarnou grandes partes do seu hino para calar a boca dos críticos mais mordazes.

Ainda há cerca de 15 a 20 dias de preparação física e técnica, além do que neste mesmo período poderão chegar ao Rubro-Negro peças modestas porém capazes de compor um “time de fibra e de garra” disposto a aprontar muitas surpresas àqueles que neste momento se encontram pessimistas e antecipando mais uma decepção nesta temporada. É bom lembrar que o termo “no futebol são 11 contra 11″ – um clichê do esporte usado por diversos jogadores e treinadores para indicar equilíbrio -, continua vivo e mostrando que quando há disposição e trabalho sério, as conquistas se tornam mais próximas de acontecer.

E o Sampaio?
Assim como espera-se que o Moto faça boa campanha na Série D, fica a mesma expectativa em torno do que poderá acontecer com o Sampaio Corrêa. A situação financeira da Bolívia, como a dos demais clubes maranhenses, não é nada animadora, mas aos poucos a diretoria vai fazendo contratações pontuais, desta vez, com muita cautela, para evitar a repetição dos erros que culminaram na sua inesperada queda para a quarta divisão. Com a chegada do técnico Francisco Diá, bastante conhecedor do futebol da região, e sabedor das dificuldades para a vinda de atletas mais caros, ele usa o seu “olho clínico” em busca de um time que possa apagar a má imagem que ficou quando da participação do Tricolor nas últimas competições nacionais.

Faltou ousadia
Dizem que no futebol não existe resultado injusto, mas o resultado do jogo entre MAC e Ceará não diz o que aconteceu em campo. É verdade que o time atleticano repetiu os defeitos que vem apresentando em seus últimos jogos, mas mesmo assim o Bode chegou a dominar o adversário, atirou três bolas na trave e ainda desperdiçou outras duas oportunidades de balançar as redes. Como “bola na trave não altera o placar” (diz a canção de Skank), levou a melhor quem soube aproveitar a falha do adversário, mas um empate ficaria de bom tamanho, sem dúvida nenhuma.

Desafiando a Copa
Clubes e federação confirmaram para o próximo dia 30 de maio o início da Série B estadual, a famosa Segundinha, que já tem até Congresso Técnico marcado para o dia 18 deste mês de março, às 16h30, no auditório da FMF, a fim de confirmar os times participantes e serem anunciadas outras providências visando a organização do torneio. Junho é o mês da Copa do Mundo, com uma enxurrada de jogos sendo mostrados pela televisão. 

Perguntar não ofende
Por que a Série B do Campeonato Maranhense, que no ano passado completou o calendário do futebol, aconteceu no segundo semestre, agora foi antecipada para o primeiro? Por que tanta pressa? Se nossos clubes que vão disputar as séries C e D do Brasileiro não se classificarem para as fases decisivas até 30 de agosto, só vamos ter outra competição em janeiro de 2027, quando provavelmente começará o Estadual? Tirem suas conclusões.