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Maranhão registra 7º maior crescimento econômico do Brasil

Com expansão real de 351,1% no PIB entre 1995 e 2025, estado supera as médias nacional e regional; avanço é impulsionado pelo agronegócio e setor de serviços

O nível de transparência alcançado pelo Portal foi de 90,71%. (Foto: Reprodução)
O nível de transparência alcançado pelo Portal foi de 90,71%. (Foto: Reprodução)

O Maranhão consolidou-se como um dos principais vetores de crescimento econômico do país nos últimos 30 anos, ocupando a 7ª posição entre as 27 unidades da federação em expansão do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com um levantamento da plataforma Brasil em Mapas, baseado em dados do IBGE corrigidos pela inflação, o estado acumulou uma alta real de 351,1% no período entre 1995 e 2025. O desempenho maranhense superou com folga a média de crescimento nacional, que foi de 222,2%, e a média do Nordeste, estimada em 265,7%, evidenciando um ciclo de desenvolvimento robusto e contínuo.

A evolução dos números nominais reflete a transformação da estrutura produtiva do estado ao longo das últimas três décadas. Em 1995, o PIB do Maranhão era de R$ 6,39 bilhões, saltando para R$ 169,9 bilhões em 2025. Com esse avanço, a economia maranhense passou a deter uma fatia de 1,36% de toda a riqueza produzida no Brasil.

Segundo o estudo, esse dinamismo está diretamente ligado à consolidação da fronteira agrícola, a investimentos estratégicos em infraestrutura logística e ao fortalecimento do setor de serviços, que acompanharam a interiorização do desenvolvimento econômico.

O levantamento aponta uma mudança significativa no mapa produtivo brasileiro, com estados do Norte e Nordeste ganhando protagonismo frente ao crescimento mais moderado das economias tradicionais do Sudeste.

No contexto regional, o Maranhão destaca-se ao lado de Piauí e Rio Grande do Norte como as economias de maior fôlego. Esse movimento faz parte de uma tendência de descentralização industrial e produtiva, embora o estudo ressalte que o desafio de reduzir as desigualdades regionais históricas ainda permanece no horizonte das políticas públicas nacionais.

Apesar do salto estatístico, o relatório final pondera que o crescimento acelerado em estados como Mato Grosso e Tocantins — que lideraram o ranking nacional impulsionados pelo agronegócio — e o próprio Maranhão ainda ocorre de forma desigual.

O cenário atual exige que a expansão do PIB seja acompanhada por políticas de equilíbrio regional para garantir que o desenvolvimento econômico se traduza em melhorias sociais homogêneas.

O caso maranhense, contudo, é citado como um exemplo de superação da estagnação, posicionando o estado como peça-chave na nova dinâmica econômica do país.