Política · entrevista

Hertz Dias lança pré-candidatura à Presidência e defende fim da escala 6×1 e ruptura com o capitalismo

Hertz Dias oficializa pré-candidatura e prega ruptura com o capitalismo em sabatina à Rádio O Imparcial. Pré-candidato revelou como foi escolhido para representar legenda

O cenário das eleições presidenciais de 2026 ganhou novos contornos com a oficialização da pré-candidatura do maranhense Hertz Dias pelo PSTU (Foto: João Pedro Castro)
O cenário das eleições presidenciais de 2026 ganhou novos contornos com a oficialização da pré-candidatura do maranhense Hertz Dias pelo PSTU (Foto: João Pedro Castro)

O cenário das eleições presidenciais de 2026 ganhou novos contornos com a oficialização da pré-candidatura do maranhense Hertz Dias pelo PSTU. Em recente entrevista à Rádio O Imparcial, o professor e ativista detalhou sua visão para o país, posicionando-se como uma alternativa radical à esquerda tradicional. A sabatina focou em como uma gestão socialista enfrentaria os dilemas do Brasil atual. “O programa do PSTU é, em síntese, um programa para a classe trabalhadora romper com essas engrenagens de forma de organização social que se chama de capitalismo.”

Questionado sobre sua oposição ao governo atual, Hertz afirmou que a política de conciliação de classes “governa para a burguesia” e mantém o orçamento sequestrado pelo sistema financeiro através do Arcabouço Fiscal. O pré-candidato enfatizou a urgência do fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem cortes nos salários, argumentando que a classe trabalhadora é a única capaz de realizar mudanças estruturais.

Como cofundador do Movimento Quilombo Urbano, Dias destacou que o combate à violência passa pelo enfrentamento ao sistema que criminaliza as periferias, defendendo a reeducação e organização popular.

Sobre a relação com o Congresso, o pré-candidato defendeu a substituição do atual modelo sem dissolvê-lo por conselhos populares, onde as decisões seriam tomadas diretamente pelos trabalhadores, eliminando a dependência de alianças com o “centrão” “Nosso diálogo fundamental é com a classe trabalhadora. O parlamento é um campo secundário. O principal ponto nosso é a luta da classe trabalhadora. Temos que colocar o nosso bloco na rua.”

Hertz Dias concluiu reforçando que sua campanha busca mostrar que a classe trabalhadora possui “capacidade mental e política” para governar o Brasil, rompendo com o ciclo de exploração histórica. Confira abaixo os principais pontos da entrevista.

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