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Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda para disputar o Governo de São Paulo

Anúncio encerra ciclo de mais de três anos à frente da economia; ex-ministro deve oficializar pré-candidatura para reeditar disputa eleitoral no maior colégio eleitoral do país

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O cenário político nacional registrou uma mudança profunda nesta quinta-feira (19) com o anúncio da saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda. A declaração, feita durante um evento na capital paulista ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerra uma gestão de mais de três anos marcada por reformas estruturais e intensos debates fiscais. A decisão sinaliza o retorno definitivo de Haddad ao tabuleiro eleitoral paulista, onde deve oficializar sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, cargo que já disputou anteriormente.

A gestão de Haddad na Fazenda foi alicerçada em pilares de reestruturação do Estado, sendo ele o principal articulador da substituição do antigo teto de gastos por um novo arcabouço fiscal. Sob sua liderança, o governo conseguiu avançar na histórica aprovação da Reforma Tributária, além de implementar medidas para ampliar a arrecadação federal, como a revisão de benefícios fiscais e a taxação de rendas mais altas.

Embora tenha enfrentado resistência de setores do mercado financeiro devido ao foco no aumento da receita, o ex-ministro manteve a defesa de uma economia voltada ao equilíbrio social e ao fortalecimento de programas públicos.

Com o desembarque de Haddad, a condução da equipe econômica deve passar, interinamente, para as mãos de seu atual secretário-executivo, garantindo a continuidade dos projetos em tramitação no Congresso. A movimentação é vista como estratégica para o governo, que busca retomar o protagonismo em São Paulo.

Haddad volta à disputa estadual após o pleito de 2022, no qual foi derrotado por Tarcísio de Freitas — atual governador que desponta como seu principal adversário na busca pela reeleição este ano.

A saída do ministério em março respeita os prazos de desincompatibilização eleitoral, permitindo que o agora pré-candidato se dedique integralmente à articulação de alianças no estado.

O retorno de uma das principais figuras do governo ao cenário paulista promete nacionalizar o debate eleitoral e testar a aprovação das medidas econômicas adotadas nos últimos anos diante do eleitorado de São Paulo.