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Falta de insumos interrompe sessões de quimioterapia no Hospital Tarquínio Lopes

Suspensão atinge principalmente tratamentos de câncer de mama e gera atrasos de até um mês nos protocolos; unidade é referência oncológica em São Luís

Falta de insumos interrompe sessões de quimioterapia no Hospital Tarquínio Lopes

Pacientes que realizam tratamento oncológico no Hospital Tarquínio Lopes Filho, em São Luís, enfrentam um cenário de incerteza devido à suspensão de sessões de quimioterapia por falta de insumos básicos. A interrupção do serviço, que se tornou crítica nos últimos dias, afeta prioritariamente mulheres em tratamento contra o câncer de mama, comprometendo a continuidade de protocolos médicos onde a pontualidade é determinante para o sucesso da terapia. Relatos indicam que procedimentos essenciais estão sendo adiados, quebrando o ciclo de medicação necessário para conter o avanço da doença.

A crise no abastecimento tem provocado o reagendamento de sessões com intervalos que chegam a 30 dias, gerando apreensão entre familiares e pacientes que dependem da rede pública. A irregularidade no fluxo de atendimento é vista com preocupação por especialistas, uma vez que o tratamento oncológico exige rigorosa manutenção das datas para evitar a progressão de tumores.

Até o momento, a unidade, que é um dos principais pilares da rede estadual de oncologia, opera abaixo da capacidade necessária para atender a demanda reprimida.

Nos bastidores, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) admitiu a indisponibilidade de insumos específicos utilizados tanto no combate ao câncer de mama quanto ao de intestino. Embora o desabastecimento tenha sido confirmado por fontes internas, o órgão ainda não detalhou as causas da falha logística ou financeira que levou à escassez dos medicamentos.

A situação expõe a fragilidade na manutenção de estoques de itens críticos para pacientes de alta complexidade na capital maranhense.

Até o fechamento desta edição, não houve um posicionamento oficial com prazos concretos para a normalização das sessões no Hospital Tarquínio Lopes. Enquanto a regularização não ocorre, pacientes permanecem em uma fila de espera que cresce diariamente, aguardando a retomada de um serviço que é vital para sua sobrevivência.

A falta de previsão deixa centenas de pessoas sem o suporte terapêutico adequado, elevando a pressão sobre as demais unidades de saúde da região.

Fonte: Marrapá*