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Copa de 2026 marca fim de era histórica: pela primeira vez em 96 anos, o torneio não terá técnicos brasileiros

Queda da Albânia de Sylvinho na repescagem europeia encerra sequência que vinha desde 1930; Seleção Brasileira aposta no italiano Carlo Ancelotti para buscar o hexa na América do Norte

Copa do Mundo poderá sofrer mudanças na tabela com desistência do Irã (Foto: Divulgação)
Copa do Mundo poderá sofrer mudanças na tabela com desistência do Irã (Foto: Divulgação)

O futebol brasileiro sofreu um golpe simbólico em sua história centenária nesta quinta-feira (26). Com a derrota da Albânia por 2 a 1 para a Polônia, em Varsóvia, o técnico Sylvinho viu o sonho da classificação para a Copa do Mundo de 2026 ser interrompido na repescagem europeia. O resultado negativo teve um impacto estatístico profundo: pela primeira vez na história das Copas, desde a edição inaugural no Uruguai em 1930, a competição não contará com um único treinador brasileiro à beira do gramado — seja comandando a Amarelinha ou seleções estrangeiras.

A ausência de profissionais do país quebra uma hegemonia que teve seu auge em 2006, quando cinco técnicos brasileiros estiveram no Mundial da Alemanha, incluindo nomes como Carlos Alberto Parreira, Felipão e Zico. Nas últimas 22 edições, o Brasil sempre exportou inteligência tática para o mundo, mas o cenário mudou drasticamente para o ciclo de 2026.

A própria Seleção Brasileira personifica essa transição ao confiar sua jornada ao italiano Carlo Ancelotti, o primeiro estrangeiro a dirigir o Brasil em uma Copa do Mundo com a missão de encerrar o jejum de 24 anos e conquistar o hexacampeonato.

Em campo, a despedida de Sylvinho foi dramática. A Albânia chegou a sonhar com a vaga ao abrir o placar com Arber Hoxha no primeiro tempo, mas sucumbiu à pressão polonesa na etapa final, sofrendo a virada com gols dos astros Robert Lewandowski e Piotr Zielinski.

Sem outros brasileiros no comando de seleções das Américas, Ásia ou África, o mapa mundi dos treinadores para 2026 fica órfão da tradicional “escola brasileira”, refletindo as mudanças globais no mercado de técnicos de elite.

Agora, os olhos do Brasil se voltam exclusivamente para o trabalho de Ancelotti. A Seleção Brasileira fará sua estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Integrante do Grupo C, a equipe brasileira ainda terá pela frente os desafios contra o Haiti, no dia 19, e a Escócia, no dia 24 de junho. Sem colegas de pátria na área técnica adversária, Ancelotti terá a responsabilidade única de representar a bandeira brasileira no maior palco do esporte mundial, mas sob uma perspectiva europeia de jogo.