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Assessor de Trump amplia agenda com o PL para debater “narcoterrorismo”

Darren Beattie se reunirá com o deputado Sóstenes Cavalcante para discutir classificação do PCC e CV como grupos terroristas; encontro ocorre após autorização do STF para visita a Jair Bolsonaro

Assessor de Trump amplia agenda com o PL para debater “narcoterrorismo”

O assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, expandiu sua agenda oficial de visitas a lideranças políticas no Brasil. Além do encontro já confirmado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o representante americano deve se reunir na próxima terça-feira com o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ). O foco da audiência será a articulação para que o governo dos Estados Unidos classifique as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A iniciativa parte de uma articulação direta da bancada do PL, que tenta avançar com o projeto “Antifacção” no Congresso Nacional. Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante, o objetivo é buscar no suporte internacional o que ele classifica como uma falta de “coragem” das instituições brasileiras em elevar o status jurídico dos grupos criminosos.

A medida, caso adotada por Washington, poderia acarretar sanções severas e maior vigilância internacional sobre as operações financeiras e logísticas dessas organizações.

A agenda de Beattie no Brasil ganha contornos de alta relevância política após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizar oficialmente sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro com o ex-mandatário está agendado para a manhã da próxima quarta-feira (18), entre 8h e 10h, na Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena.

A presença do assessor do Departamento de Estado e suas discussões sobre a classificação de facções como entidades terroristas ocorrem em um momento de pressão diplomática.

Parlamentares da oposição brasileira acreditam que o reconhecimento externo dessas organizações pode forçar o endurecimento das políticas de segurança pública interna e facilitar o congelamento de ativos das facções em território estrangeiro.